Lançada oficialmente nessa sexta-feira, dia 1º de dezembro, "Dark", a nova série original da Netflix, vem na onda de "Stranger Things" e aposta tanto em um enredo mais sombrio como nos elementos retrô. A história foi criada por Baran do Odar e Jantje Friese e toda filmada na Alemanha. A mudança de localidade da série do já comum círculo americano traz uma novidade já bem-vinda, pois são locais e costumes dos personagens que se tem pouco conhecimento, o que colabora com o clima cada vez mais sufocante que a história tenta passar.

Apesar de ter apenas dez episódios, a série é grande, pois cada episódio tem uma hora de duração. Logo no inicio o público já é introduzido a todos os personagens que serão essenciais para o desenrolar da trama, o que torna os primeiros 20 minutos do primeiro episódio muito importantes para entender os mistérios explicados mais à frente.

Em "Stranger Things" há o "mundo paralelo" como o elemento assustador, já em "Dark" aparece a questão do tempo em duas linhas separadas de acontecimentos em momentos não lineares.

Na série, a história vai se desenvolver em uma linha do tempo que vai do futuro para o passado formando um presente. Apesar de inicialmente confuso, após os cinco primeiros episódios tudo fica mais fácil de absorver.

O gatilho inicial de todos os eventos em "Dark" acontece quando duas crianças desaparecem de forma enigmática em uma escura floresta que possui uma caverna cheia de segredos, o que, mais uma vez, lembra "Stranger Things".

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Apesar de demorar um pouco para engrenar, a série consegue manter o interesse pela constante tensão que cada episódio mostra e pelos segredos que são revelados, tanto no futuro quanto no passado.

A fotografia da série é um show à parte. Iluminação e paisagens que a todo tempo mostram uma ambiente frio, duro e perigoso. O espectador fica no aguardo que algo irá pular da tela para lhe assustar, mas isso fica apenas na impressão, pois o terror dentro da série é mais psicológico do que concreto.

Após terminar todos os capítulos da série, a minha impressão é que o enredo se "apropriou" de muitos elementos de sucesso de "Stranger Things", mas de forma a torná-los mais maduros e com ar mais assustador. Diferente das crianças protagonista da série sobre o mundo invertido, os personagens de "Dark" são todos mais duros e complicados e não possuem nenhum alívio cômico durante as cenas.

Mesmo bem explorados, os capítulos de uma hora acabam por se tornar enfadonhos em alguns momentos, o que poderia ser evitado se toda a ação não fosse guardada para meio da série.

Não há dúvidas que "Dark" vai conseguir surfar bem na onda que "Stranger Things" criou e vai agradar um público que procura uma série de ficção com ar de filme de terror psicológico. Ponto positivo para a Netflix.

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