Todo final de ano é a mesma coisa: pessoas pedindo paz para o ano novo, para o Mundo, para isso e para aquilo. Fala-se tanto em paz que a palavra se tornou apenas um clichê. Mas o que você fez ou faz para que ela de fato aconteça? Será a paz apenas um estado de espírito como alguns pensam? Qual é o verdadeiro sentido da paz?

A paz é a condição fundamental sob a qual os homens unem-se em sociedade, diz o grande filósofo inglês Thomas Hobbes.

Não existe paz sem guerra. Assim como o ser vivo não sobrevive sem alimentação, a guerra é a energia vital da paz. Guerra e paz são os dois lados de uma mesma moeda. A sabedoria consiste no equilíbrio entre o bem e o mal, o certo e o errado.

Consulte o coração do homem bom e lá você vai encontrar o verdadeiro sentido da paz. Os fundamentos que apontam para a segurança no mundo são os valores da ética, da justiça, do Amor.

Não existe homem algum, na Terra e além-mar, que não queira e busque a paz. No entanto, somente os homens nobres, evoluídos conseguem encontrar a tranquilidade. O homem vil faz da guerra a condição de sua existência. Não vive sem eliminar o seu oponente. A destruição do outro é sua energia vital.

A fama de nação rica ou poderosa decorre das vitórias nas guerras. Por isso se diz que a guerra é a condição dos homens egoístas e perversos.

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Um país conquistador, tomador de terras alheias, que subjuga os povos conquistas aos seus caprichos culturais jamais construirá um reino de paz, por mais que lute por isso. Paradoxalmente, a guerra é a condição fundamental para que os povos atinjam o progresso, tanto econômico, material quanto social. Dessa forma, a harmonia é uma construção coletiva e uma conquista de todos.

Não importa o tipo de guerra, se pessoal, nacional ou mundial, ela é um estágio perigoso para o homem.

Se ele não tomar as decisões certas, pode por tudo a perder, e geralmente nas guerras, nunca se toma decisões acertadas. Qualquer que seja a disputa, que seja para a construção da segurança, da harmonia de todos, a paz só se conquista após longas batalhas.

Não é inútil repetir o que os outros já escreveram. A saber: o melhor método para a paz é a própria paz. A educação do homem de bem, embora lenta, porém muito superior aos que defendem a guerra, obriga o homem a multiplicar valores como igualdade, fraternidade e liberdade.

A paz só se conquista através de uma educação de valores, como, por exemplo, respeito, solidariedade e acolhida ao estrangeiro, forasteiro.

Somente através do reconhecimento do outro como sujeito, protagonista de sua própria história, seja enquanto indivíduo, Estado ou Nação, que a paz se tornará um prêmio duradouro. A paz é uma conquista coletiva. Não pode haver equilíbrio no mundo enquanto houver opressão, injustiça.

Tudo o que vai além disso é absurdo, tirânico e cruel.

Paradoxalmente, não existe paz sem luta. No entanto, a luta pela segurança é uma luta de todos e toda hora. É uma luta diária. A soma de todas essas porções da luta diária constitui o reino da paz. Assim, a paz não é um “estado de espírito de uma pessoa”. Isso é egoísmo. A paz só é paz se for uma conquista de todos. Que a paz reine em nossos corações. Que ela não seja apenas uma quimera. Que ela seja real no mundo e para o mundo. Enfim, feliz 2018 para todo mundo e especialmente para os meus sete leitores: Philipe, Cristina, Braz, Rosa, Ana Paula, Lenilce e Emanuel.

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