Aumentando disfarçadamente os preços dos produtos industrializados. Há décadas, quando o governo brasileiro parecia ter um efetivo controle sobre os preços de produtos e serviços, os consumidores não sentiam necessidade de fiscalizar aumentos abusivos de custo. Até porque eles pouco ou quase não existiam num patamar que despertasse suspeitas sobre o abuso nos valores finais desse ou daquele produto ou serviço praticados de forma que contribuísse para de acelerar o aumento da Inflação.

Hoje, com o governo anunciando quase que diariamente aumentos nos combustíveis, no gás de cozinha e nas contas de luz e tentando fazer com que o povo acredite num controle efetivo dos preços, ao ponto de anunciar a queda dessa inflação, nos faz lembrar de quando tudo começou.

A prática de maquiar aumento de preços é bem antiga e, a título de exemplo, devemos nos lembrar muito bem quando as indústrias começaram por diminuir o peso dos seus produtos em 20%, em média, e mantendo o mesmo Preço. Um exemplo disso ocorreu com as massas alimentícias [VIDEO], tais como biscoitos e bolachas populares, que tinham na sua origem 500 gramas de peso e, após essa medida, passaram a contar com somente 400 gramas em seu conteúdo.

As indústrias ao adotarem essa maracutaia não só lesavam o consumidor como acreditavam ser ele um bobo ao ponto de não perceber a fraude escancarada, às vistas dos órgãos de defesa do consumidor, que, até prova em contrário, foram criados somente para fazer de conta que fiscalizam e punem atos abusivos como esse. Mas, a exemplo das agências reguladoras, foram criados tão somente para garantir a ocupação de direção de cargos em comissão nessas agências para justificar salários aos apadrinhados políticos derrotados em eleições anteriores.

O povo brasileiro, por sua vez, muito embora tenha consciência desse abuso, parece anestesiado ao ponto de engolir calado essas ações praticadas há décadas, sem que medidas sejam tomadas para dar um basta nessa formula desenvolvida por ladrões gananciosos que visam tão somente o Lucro, em detrimento ao respeito que deveriam ter com o consumidor. O governo, por sua vez, finge que fiscaliza e que toma medidas eficazes e capazes de salvaguardar os diretos dos consumidores que buscam incessantemente o respeito mínimo a sua condição de cidadão, quando, na verdade, parece mais preocupado em colaborar para que as indústrias tenham somente um objetivo, de auferir sempre mais e mais lucro!