É amplamente notável o movimento de ascensão de líderes conservadores ao redor do mundo. No Brasil não tem sido diferente. Este movimento é dado ao fato de uma equação político-social, em que as incógnitas são os elevados aumentos da corrupção, frutos de interesses meramente egoístas.

À outra incógnita, a inquietação e o crescente repulso da população pela velha politicagem brasileira [VIDEO] em que o país vive desde 1989, cenário no qual até hoje só lidamos com uma mesma moeda política, porém, com lados diferentes (sociais-democratas/petistas).

Para os mais atentos não passa de uma mera negociação da cadeira presidencial, que foi demonstrada de maneira alarmante, porém, não tão difundida ao povo.

Com a aliança PT e PMDB nos últimos tempos, um teatro, que até os melhores dramaturgos teriam dificuldades em elaborar, fora criado.

Adeus à velha roupagem política?

O surgimento do "fenômeno bolsonaro" é nada mais que um ponto de contrapartida à nossa velha roupagem política. Em seus discursos, muitas vezes regados de afirmações complicadas para o cenário contemporâneo do politicamente correto, o parlamentar se mantém com voltado a um cunho extremamente conservador.

O parlamentar tem agradado grande parte da população com discursos de posse de armas, penas mais rijas para meliantes, redução da maioridade penal, dentre outras afirmações polêmicas e algumas bastante deturpadas por algumas mídias de massa.

Estas, no que lhe concerne, tem tido um papel muitas vezes contrário aos de suas ambições reais.

Ao contrário do que querem, elas vêm cada dia mais propulsionando a popularidade do pré-candidato, mesmo com suas investigações acerca de seus bens patrimoniais e gastos em viagens para diversos estados do país - o que tem demonstrado uma espécie de desespero iminente à possível eleição do mesmo.

Influência conservadora

A alta do parlamentar se deve ao fato de uma população brasileira cansada das situações em que convive diariamente. Altas tributações, criminalidade aumentando e a falta de qualquer retorno e amparo por parte do estado às suas prioridades básicas como a educação, saúde e segurança.

Há uma plena falta de sentimento identitário no povo brasileiro, e é justamente esse sentimentalismo que o parlamentar vem trazendo em seus discursos, uma espécie de "new nationalism" ou até mesmo uma versão abrasileirada do "make great america again", carregada por Donald Trump durante campanha nos EUA.

Fato é: os seus fiéis eleitores têm devotado em Jair Messias Bolsonaro a sua fé e esperança de ver um país consolidado e melhor para o povo, resta saber, um sonho inatingível? Meras alusões de uma parte da população que anseia em mudanças rápidas e efetivas? Apenas o tempo responderá, ou melhor, as eleições ditarão.