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O equilíbrio emocional é algo delicado. Isso porque uma mente traumatizada e não tratada, em algum momento da vida, pode sofrer um ataque que faça com que fuja da realidade e se entregue ao total sentimento, de modo completamente animalesco.

Situações traumáticas ocorridas na infância geram uma carga sentimental maior que do que a criança pode suportar e a condicionará a ter uma vida incompleta que, mais tarde, pode se converter também em Crimes brutais.

Leia as histórias a seguir:

  • Rosângela dos Santos Aguiar, 22 anos, nasceu em uma família pobre no sertão da Paraíba. Sua infância foi marcada pelos abusos [VIDEO] físicos e sexuais que sofreu de seu pai, Geraldo Rivaldo de Aguiar. Quando criança, Rosângela foi vítima de estupro e, para se vingar, combinou com mais quatro pessoas o assassinato do pai, que estava a trabalhar na zona rural na cidade Casserengue-PB. O crime ocorreu em 2015. Ela cumpre pena no Centro de Reeducação Feminino Maria Julia Maranhão, em João Pessoa.
  • Cristiane da Silva teve uma infância difícil com o pai alcoólatra que tanto lhe batia como abusava de seu corpo. Diante disso, Cristiane foi adotada aos oito anos de idade por Maria, logo que os pais biológicos perderam a guarda da menina. Cristiane teve dois casamentos, o primeiro durou nove anos e só acabou pelo desgaste da relação, já o segundo casamento que culminou no assassinato do marido. A relação de Cristiane com o marido era difícil, pois ele bebia, batia e abusava dela constantemente, isso a fez lembrar-se do pai várias vezes, inclusive viu seu marido dormindo sem roupas na cama com suas duas filhas. Cristiane vingou-se do passado e do presente ateando fogo no marido. Ela cumpre pena na Penitenciária Feminina de São Paulo.
  • Maria José, ao voltar do trabalho, encontrou o marido abusando de sua filha de nove anos. Tomada pela raiva, ela revida e é espancada pelo marido. Então, dias mais tarde, ela contrata dois pistoleiros que abordam o casal dentro de casa e disparam tiros contra o marido. Horas mais tarde, a polícia chegou à mandante do crime, a esposa Maria José, que confessou o ato. Hoje, Maria José cumpriu sua pena de 6 anos, e fora da prisão trabalha como auxiliar de limpeza, além de ser voluntária, levando alimentos e realizando cultos e ensaios na prisão uma vez por semana. Completamente arrependida, ela dá apoio às ex-presidiárias que passam dificuldades na rua.

Estima-se que os Abusos sexuais ocorram com mais frequência entre os familiares, numa taxa de 80 a 95% dos casos.

Esses abusos são significantes na formação da criança que, uma vez abusada, deve se tratar com psicólogo ou terapeuta o mais rápido possível, ou, do contrário, poderá se tornar um adulto problemático nos relacionamentos amorosos, podendo inclusive a sofrer de esquizofrenia.

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