A crise de representatividade no Brasil garante que, seja qual for a lista oficial de candidatos nas Eleições 2018, falta confiança dos eleitores no próprio sistema republicano.

Tanto as crises política e econômica que se arrastam no país quanto os escândalos de corrupção em série [VIDEO] que persistem no Brasil, fazem os cargos de Presidente da República, Governadores, Senadores, Deputados Federais e Deputados Estaduais nas eleições 2018 serem pleiteados por indivíduos que, apenas por estarem na política, são automaticamente suspeitos pela maioria dos eleitores, ou seja, os candidatos, em geral, estão muito longe do autêntico gosto popular.

Confiança do eleitor é a menor já registrada

As eleições 2018 poderão ser tudo, menos monótonas.

Contraditoriamente, apesar da repulsa de grande parte dos brasileiros pela classe política, há um jogo já muito bem elaborado para entrar em campo, mesmo que na base do improviso (fácil, quando se joga um jogo tão antigo) e entreter o povo, com times já bem estabelecidos, inclusive vestindo suas respectivas cores. Direita ou esquerda, com Lula ou sem Lula [VIDEO], velhos nomes queimados e novos nomes a estamparem notícias de futuros escândalos políticos e pessoais serão bombardeados para todos os lados. Aos eleitores-torcedores tratados como massa de manobra durante a Copa do Mundo de 2018, resta acreditar na propaganda eleitoral. Em pelo menos uma. Ah! Também há a opção de discutir, pessoal ou virtualmente. E talvez seja justamente tanta discussão, há tanto tempo e com os mesmos nomes, que esteja cansando os internautas e os já desgastados eleitores.

A maioria já percebeu que não adianta nada discutir. Só piora as relações pessoais e, às vezes, até mesmo as profissionais.

Desilusão com políticos é generalizada

Não se pode confiar nem nas urnas eletrônicas [VIDEO], muito menos nos eleitos através delas. Em meio a tantos problemas que parecem não ter solução, o que pode gerar o sério risco de o Brasil cair nas armadilhas do populismo, poucos ainda têm esperança em algum pseudo-salvador-da-pátria (para as eleições 2018 precisaríamos de múltiplos) aparecer para consertar tudo que é preciso na administração pública. No caso do Brasil atual, é bom que seja assim. Mesmo com todos os supostos benefícios para a nação, se fosse possível haver alguém confiável pela maioria da população e também satisfatoriamente capaz de dar jeito em tudo, nada garantiria sua permanência (mesmo em vida) por tempo suficiente para transformar o Brasil no país que tem potencial para ser.

Sem soluções no horizonte político-eleitoral em 2018

Talvez, o início de uma solução seja os eleitores acordarem para o fato de que é justamente o potencial do país que precisa ser analisado com mais atenção.

Sabemos que há muitas riquezas em solos brasileiros, mas os próprios brasileiros precisam desenvolver seus potenciais políticos para que tais riquezas sejam bem administradas. Em vez de discussões serem sinônimo de brigas, podemos ter mais debates construtivos; em vez de discutir nomes, partidos e até mesmo acontecimentos (que afetam demasiadamente a economia, principalmente devido às especulações), ganhar produtividade expressando ideias a serem aprimoradas e executadas; e, finalmente, em vez de manifestações sem controle nem efeito prático benéfico, as massas poderiam utilizar os mecanismos de democracia direta previstos na Constituição Federal para, enfim, participarem da política além das urnas e/ou das ruas.