Vivemos em uma esfera planetária cuja comunicação demanda emprego dos órgãos dos sentidos como ouvidos, olhos e boca. O ser humano precisa, na maioria das vezes, ouvir o que o outro fala para que a comunicação se estabeleça satisfatoriamente. Mas esta não é a única forma de comunicação entre os seres. O universo inteiro caminha para um fim, ou seja, para uma finalidade definida; tudo isso está nos planos da criação. Nada existe sem um propósito definido. Cada ação individual, bem como cada movimento estelar está impregnado de uma vontade universal que deve levar a um fim específico. Quando se diz que o ser humano é o artífice do seu próprio destino, isto tem a ver com a missão de cada um, mas não é uma missão qualquer, e sim a unificação de esforços que devem levar a evolução.

Esta evolução deve continuar após a morte do corpo físico, e é isto o que vem tentando provar a ciência, através de incansáveis pesquisas.

À parte da luta pela sobrevivência precisa existir a vontade persistente de se desvendar a própria vida. Essa é uma das finalidades da filosofia. Mas uma filosofia que não vai além da busca incansável da verdade inacessível ao homem enquanto ser em evolução não vai gerar resultados satisfatórios. Isto porque não há respostas totalmente convincentes por meio da filosofia pura e simples. Elas estão além do lugar comum do estudo e da pesquisa. Somente por meio da intuição consegue o homem uma resposta que o satisfaça. Mas a intuição, mesmo surgindo no cérebro, não é proveniente de lá. Quando as pessoas entenderem realmente esse processo, elas serão livres e desfrutarão da verdadeira felicidade.

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Como a inteligência não provém do cérebro, mas da mente, a rebeldia em negligenciar esse princípio fatalmente irá trazer consequências. É nesse ponto fundamental que os condutores da humanidade não despertaram ainda. A mente, ou o espírito transcendem toda e qualquer articulação limitada que se prende exclusivamente ao conceito materialista do homem. As religiões em parte são as culpadas dessa indiferença que paira na mente intelectual e materialista. Essa afirmação parece contraditória, mas é lógica e baseada em fatos que nos saltam aos olhos. Estes são os comportamentos de dirigentes e fundadores de religiões que desabonam suas instituições em detrimentos daquelas que são sérias e têm, de fato, o propósito de melhorar o mundo.

Com os olhos abertos, enxergamos alguns quilômetros à frente. Isto é possível graças ao sentido da visão material, produto de um sistema perfeitamente elaborado que tem seu processo à partir das funções do cérebro. E quando fechamos os olhos, o que acontece? Começa então a participação do espírito que pode conduzir o homem para bem onde ele desejar.

Não há distâncias nem fronteiras que o impeçam de chegar aonde deseja. Apenas esse exemplo é capaz de explicar a capacidade do ser humano de transcender suas limitações [VIDEO]. As limitações estão dentro da própria mente do homem, quando acredita que mudanças materiais são capazes de tolher o seu desenvolvimento como ser espiritual que é. Quando afirmamos que as ideias não vem do cérebro fica simples concluir que o homem não é o cérebro, mas utiliza este para executar as funções que lhe são próprias enquanto ser carnal em desenvolvimento. Veja bem, enquanto ser carnal, temporariamente, porque não é esta a verdadeira natureza do homem verdadeiro. Ele, o homem verdadeiro, está acima de toda e qualquer limitação imposta por suas funções carnais.