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Enquanto a possibilidade da candidatura de Lula tem data fatídica [VIDEO] para ser definida, a briga pela liderança nas pesquisas dos presidenciáveis é, certamente, mas imaginariamente, entre o ex-presidente por dois mandatos e Bolsonaro – há sete mandatos consecutivos como deputado federal. Imaginariamente porque são apenas os nomes de maior expressividade popular até o momento. Políticos-celebridades são muito importantes (tão importantes que influenciam os resultados mesmo quando não estão concorrendo) por serem aqueles que os eleitores olham como futuros presidentes enquanto não há definição oficial dentro do calendário eleitoral.

Talvez o imaginário popular seja tudo o que temos

Lula e Bolsonaro como principais nomes nas pesquisas [VIDEO] para presidente nas Eleições de 2018 evidencia a necessidade cultural por heróis.

Mesmo que tantas polêmicas acumuladas pelos candidatos imaginários sejam públicas e notórias, seus respectivos status de políticos-celebridades eclipsam brasileiros que têm mais capacidade para o cargo, mas nem aparecem nas pesquisas. Indivíduos honestos e capazes simplesmente não têm acesso a grande mídia para serem opções diante de nomes como Lula, Bolsonaro, Marina Silva, Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles e até mesmo apresentadores de televisão sem nenhuma experiência política ou desempenho social que os tornem candidatos naturais. Forçando um pouco a barra, até mesmo esses são cogitados em prejuízo de pessoas realmente capazes e atuantes, mas sem prestígio nem financiamento de partidos, empresários, agropecuaristas, entidades estrangeiras ou outras fontes tradicionais de apadrinhamento.

Imagine você participando da política sem precisar escolher entre Lula e Bolsonaro

Muito além dos criativos memes que inundam a internet sazonalmente, das cansativas passeatas infrutíferas e até mesmo dos impensados votos computados por urnas eletrônicas duvidosas [VIDEO], será necessário que os cidadãos conheçam a Constituição Federal e seus direitos de utilizar os mecanismos de participação direta na política. Algumas iniciativas populares e ferramentas institucionais são escassamente produzidas e menos ainda conhecidas pela maioria dos brasileiros. No entanto, a mesma internet que ajudou a alçar Bolsonaro a Bolsomito e memetiza o fenômeno midiático que é o próprio Lula, em suas diversas versões, pode ser utilizada para formas de participações efetivas, oficiais e popularizadas na política pelos cidadãos em geral.

Os times imaginários também reivindicam o direito de existir

Provavelmente não há coincidência em termos Copa do Mundo no ano de eleições presidenciais. De qualquer forma, a ancestral necessidade de heróis da população – confirmada nas pesquisas eleitorais – atualmente nos coloca com Lula de um lado e Bolsonaro de outro, e irá continuar na política do país do futebol até que o sistema evolua.

Por enquanto, aqueles que se vestem de vermelho e vão para as ruas continuarão a confrontar os vestidos de camisas da CBF fazendo manifestações políticas. Mesmo que ainda timidamente na arena virtual, a tendência é de crescentes enxurradas de discussões acaloradas, assim como maior predominância de notícias políticas para o ano todo.