No dia 24 de janeiro de 2018, a oitava turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (#TRF4) vai julgar os recursos de acusação e da defesa do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva (Lula), uma vez que o ex-presidente da República foi condenado em primeira instância pelo juiz federal titular da 13ª Vara Federal de Curitiba - PR, o juiz Sérgio Moro. Porém, indícios demonstram que a condenação de Lula pode ser mantida pelo TRF4.

'Julgamento a jato'

Por mais que muitas pessoas - a maioria, diga-se de passagem, clamem por celeridade da Justiça, que é reconhecidamente lenta, causou estranheza [VIDEO] e verdadeiro 'assombro' que o TRF4 tenha pautado o julgamento dos recursos do 'caso do triplex' de forma tão rápida, uma vez que, muitas vezes, nem um habeas corpus é julgado de forma tão rápida.

Porém, o que causou grande preocupação de juristas foi o possível 'desvio de finalidade' da 'celeridade' do julgamento do processo. Conforme divulgado, inclusive na imprensa, um dos motivos para 'adiantar' o julgamento é para 'não prejudicar as eleições', porém, um julgamento que tem 'foco no interesse eleitoral', e não num exímio estudo do caso, pode trazer, ao menos juridicamente, sérios vícios de finalidade.

'Salário inexistente'

Uma das grandes 'seletividades' apontadas por juristas e setores da imprensa foi o fato de o desembargador usar como justificativa para manter a decisão de bloqueio dos bens de Lula um salário que Lula não recebe. Conforme divulgado nos maiores veículos de imprensa do país, o desembargador federal João Pedro #gebran Neto indeferiu o bloqueio de bens (que ocorreu antes da condenação em 2ª instância), alegando que Lula, na condição de ex-presidente, recebe auxílio, porém, ex-presidentes têm apenas servidores à disposição (em virtude da segurança necessária, inclusive), mas não 'aposentadoria em dinheiro', como quis dar a entender o desembargador.

Amigo de Moro?

Além de tudo, Gebran é próximo ao juiz Sérgio Moro, conforme divulgado na imprensa, Moro e Gebran chegaram a elogiar um ao outro em suas obras [VIDEO], inclusive com o termo 'amigo', além de que a imprensa aponta que Gebran Neto seria padrinho de filho de Sérgio Moro.

Por que Gebran vai votar pela manutenção da condenação de Lula?

Diversos indícios (e fontes) dão conta de que Gebran indeferiu diversos pedidos da defesa, muitos deles sensatos, segundo juristas. Neste caso, verifica-se que há, em flagrante, uma convicção formada e pré-concebida de que 'Moro tem razão'. É possível que Gebran Neto saiba que, juridicamente, não existem provas suficientes contra Lula, bem como o fato de ser frágil o termo inventado de 'propriedade de fato' na sentença, porém, por ter sido incisivo e ter negado quase tudo que a defesa pediu, bem como pela proximidade com Moro e pelo fato de que 'o julgamento do século' pode desmoralizar Moro, caso sua sentença 'tida como fraca' seja revertida pelo Tribunal, indícios e fontes dão conta de que Gebran vota pela manutenção da condenação.