Vinte anos se passaram desde a saga de Jack e Rose no inesquecível filme de James Cameron, mas, entre os aficionados, nunca ficou resolvido nem acordado, qual seria o melhor desfecho para a história. Será que Jack (vivido pelo talentoso jovem ator Leonardo DiCaprio) deveria mesmo morrer na trama? Impossível acreditar que o amor de Rose (Kate Winslet) não fosse grande ao ponto de uma vaguinha na tábua de salvação sobrar para ele. O que vocês acham? Concordam com as palavras do diretor quando ele disse à revista Vanity Fair “Se ele tivesse vivido, o final do filme não teria sentido. O filme é sobre morte e separação; ele tem que morrer?” Senão, vejamos.

“Que filme!!”, “Que fotografia!!” e “Que elenco de luxo!!”

Titanic arrebatou os corações de tantos quantos foram ao cinema em busca de aventura e emoções fortes. A refilmagem da história que resultou na tragédia inesquecível de 1912, superou pela tecnologia envolvida, pelo roteiro e efeitos especiais primorosos que não saem da nossa lembrança, não é verdade? Foi o que eu mesmo ouvi diretamente das pessoas que assistiram ao épico escrito, dirigido e coproduzido por James Cameron.

Deveras. A tensão que nos envolveu, a partir do momento em que íamos adquirindo a certeza de que não seria outro o destino do navio a não ser submergir nas águas geladas do Atlântico Norte crescia a cada segundo. O ápice da #cena final, em que Jack, vencido pela hipotermia, se despega das mãos de Rose e desce, tragado pelo oceano, trouxe lágrimas de tristeza para uns e, para outros, revolta por não terem sido contemplados com o “happy end” comum às histórias de amor.

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Rose só teria que ter dado uma mãozinha para Jack

Após sucumbir, a despeito de toda a confiança dos engenheiros que o projetaram, o navio, após partir-se ao meio, teve a popa inclinada a 90°, O que tornou o desastre irreversível, projetando, como bonecos, tripulantes e passageiros contra o mar implacável. Os que, milagrosamente, sobreviveram, iam sendo resgatados em botes salva-vidas insuficientes para o tropel incontido de gente buscando, a todo custo sua #Salvação. Jack e Rose foram parar sobre um resto de porta que derivava. E é justamente aí que se encontra o x da questão. Será que se Rose tivesse se achegado, na porta que a acolhia, mais do que comodamente e puxado Jack para cima, ambos não teriam sobrevivido?

Resposta de diretor também não convence

Obviamente foi uma escolha artística ... Acho meio bobo, de verdade, que as pessoas estejam tendo essa discussão 20 anos depois”, também disse Cameron. E agora, quem está com a razão? O diretor, que manda na condução da história ou os #cinéfilos, que levam a renda até às bilheterias? Parece que essa polêmica jamais terá um fim.

Todos saíram ganhando

Querem minha humilde opinião? Acho que não importa o final da história, mas como ela se desenvolveu. O desempenho do casal foi perfeito, do princípio ao fim, como o conjunto do elenco luxuoso e não menos da exuberante fotografia que mereceram aqueles comentários. A história de amor foi uma ficção em cima de uma realidade. De uma contundente realidade. Como não vivemos em 1912, não vale a pena discutir o que realmente aconteceu; se aconteceu. Certo é que: foram 11 Oscars para a Academia. Uma das maiores produções cinematográficas dos últimos tempos e todos ficaram felizes: público, box offices e produtores. Que naufraguem as desavenças!!