O “Roda Viva” desta segunda-feira (26) foi histórico. No centro da discussão, a segurança pública no Brasil, que virou assunto ainda mais comentado nos últimos dias devido à intervenção federal no Rio de Janeiro.

Os convidados do programa apresentado por Augusto Nunes foram Edison Brandão, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo; José Vicente da Silva Filho, coronel reformado da Polícia Militar e ex-secretário nacional de Segurança Pública; Sérgio Adorno, coordenador do Núcleo de Estudos de Violência da USP; Flávio Werneck, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal; e Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Bope-RJ e roteirista do filme Tropa de Elite.

Mito do encarceramento de massa

Diálogo uníssono entre Organizações Não-Governamentais que são acusadas de defender bandidos, o mito do Encarceramento em massa no Brasil virou lenda, após o discurso de Edison Brandão.

O desembargador do TJ-SP foi aplaudido nas redes sociais e recebeu diversos elogios depois de sua fala. “Nós temos no regime fechado no Brasil 309.126 presos”, começou Brandão, informou que pegou os dados no site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pouco antes de o programa ir ao ar.

“O país que mais mata no mundo, tem isso aqui (mostrando o papel com o número 309.126) na verdade. Encarceramento em massa, onde?”, perguntou Brandão, questionando o número de cerca de 700 mil presos, apresentado por Sérgio Adorno, da Universidade de São Paulo (USP).

O número de 700 mil presos considera também aqueles que estão em regime aberto (condenados que cumprem pena em liberdade) e semiaberto (condenados que apenas dormem na cadeia).

Com os 309 mil presos em regime fechado, o Brasil ocupa a 50ª posição no ranking de país que mais prende no mundo. Com os 700 mil, como querem algumas ONGs, sobe para a 25ª colocação.

“Não há encarceramento em massa, de forma alguma. Os hospitais estão superlotados e não vejo uma ONG reclamar disso. Eu não quero preso em má condição, nunca aceitei tortura, condenei torturadores a minha carreira inteira.

Tenho nojo de torturador”, explanou Brandão.

“Não é possível um país pobre dizer que lotou a cadeia e então vamos soltar todo mundo. Quem paga o preço é o pobre”, prosseguiu Brandão. Neste momento, a câmera mostrou Adorno acuado.

Edison Brandão é elogiado nas redes sociais

No Twitter e no Facebook, as duas principais redes sociais, o desembargador do TJ-SP foi elogiado por pessoas que estão cansadas do discurso de ONGs favoráveis a marginais.

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