A Rússia tem se esforçado para garantir um fim à guerra civil na Síria de forma diplomática, que preserve o presidente sírio Bashar al Assad, porém não tem obtido sucesso. Essa iniciativa diplomática chamada de “Congresso Nacional de Diálogo Sírio” da Rússia concluiu sem nenhum progresso significativo. A abertura do congresso foi adiada em Sochi, no dia 30 de janeiro, devido a um grupo de oposição armada que chegou da Turquia estabelecendo condições prévias para sua participação.

No dia 31 de janeiro, o congresso adotou uma declaração de 12 pontos que descreve a visão dos sírios sobre o futuro do país, dizendo que a síria deve preservar sua soberania e integridade territorial e que seu futuro só pode ser determinado pelo povo nas eleições.

O objetivo declarado do Kremlin era estabelecer uma solução política para a Guerra Civil Síria, tendo como objetivo construir um acordo que acabaria formalmente com a guerra em termos favoráveis ao presidente sírio. O Kremlin não conseguiu com que os grupos de oposição participassem, mesmo após o alcance significativo do acordo com a Turquia e uma tentativa de reformular o evento sob suspeitas de um processo de paz na ONU.

O fracasso russo nas negociações deve-se ao reflexo dos limites de sua alavancagem na Síria, demonstrando a incapacidade de buscar na Rússia as soluções diplomáticas no Oriente Médio e Norte da África. Os eventos em Sochi demonstram que muitos grupos sírios não consideram a Rússia como um corretor de paz legítimo, apesar dos esforços para se mostrar como tal. Seus interesses estratégicos na Síria incluem subverter a tentativa internacional de um acordo político que exija que o regime de Assad dê possibilidades de concessões à oposição.

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A Rússia é ativamente beligerante na guerra civil apoiando o regime do presidente, portanto não tem a alavanca necessária para liderar quaisquer esforços diplomáticos bem sucedidos entre as partes sírias.

A posição dos EUA é de rejeição a quaisquer iniciativas diplomática em que a Rússia lidere, tais quais as similares em outros pontos estratégicos do Oriente Médico, ou no Norte da África, onde a Rússia ainda tem menor influência.

Além da Síria, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, também indicou que o País atue como um intermediário da paz entre os beligerantes no conflito do Iêmen, mostrando que seus objetivos incluem a expansão de sua base regional, obtendo parcerias econômicas. Esses objetivos restringem ainda mais os EUA e a OTAN, favorecendo a Rússia.