No mês passado, a rede social de Mark Zuckerberg, o #Facebook, que atualmente conta com cerca de 2 bilhões de usuários ativos, resolveu tomar medidas drásticas em relação às crescentes propagações de notícias falsas, as chamadas "#Fake news". Considerada a maior rede social do mundo, o Facebook é o local perfeito para a divulgação dessas notícias falsas, que nos últimos anos apresentaram um crescimento exponencial.

A medida tomada por Zuckerberg foi a criação de um novo algoritmo, que interfere na distribuição das postagens da rede. Com isso, o Facebook irá reduzir o alcance de publicações feitas por páginas ou grupos, dando prioridade para postagens advindas de amigos e familiares.

A justificativa da empresa é o objetivo em reduzir a propagação das famosas ''Fake news'', além de objetivar aumentar as interações entre os amigos mais próximos.

No entanto, especialistas apontam que a nova medida "é um tiro no pé", já que isso só irá aumentar ainda mais as propagações de notícias falsas. Muitos usuários da rede social não possuem convicção do que é falso ou verdadeiro na web, quase sempre deixando se levar pela euforia de compartilhar algo que lhes chamou atenção. As "Fake News" se aproveitam disso para se proliferarem mais facilmente, já que seus títulos são bem mais chamativos e atrativos para o compartilhamento do que títulos de notícias verídicas.

E é em meio a isso, que o Facebook comete um grave erro, pois páginas de grande credibilidade acabam perdendo espaço, já que esses portais usavam a rede como principal meio de divulgação.

O jornal Folha de SP abandonou o Facebook em tom de protesto

Na quinta feira passada (08), o maior portal de notícias do Brasil, a #Folha de SP, resolveu abandonar o Facebook em decorrência da crescente queda do alcance de suas publicações. Na postagem oficial feita pelo jornal, a Folha decidiu que não irá mais alimentar a página, mas que a mesma continuará ativa.

No texto, o jornal critica o novo algoritmo, afirmando que isso só irá aumentar a propagação das notícias falsas. "Isso reforça a tendência do usuário a consumir cada vez mais conteúdos com os quais tem afinidade, favorecendo a criação de bolhas de opiniões e convicções, e a propagação das "Fake News", afirmou a última atualização da Folha no Facebook.

Em entrevista cedida ao portal EL País, o diretor da Folha, Sérgio Dávila, aproveitou para criticar a falta de soluções da rede social no combate das notícias falsas. Durante a entrevista, Sérgio confirmou que a decisão realmente não foi só editorial, mas também política, pois o diretor acredita que conteúdos de qualidade devem ser remunerados.

Ao invés disso, o Facebook cobra por um maior alcance das publicações. Muitos acreditam que esse seja uma das maiores motivações da rede na implantação do novo algoritmo, já que grande parte de sua receita provém de grandes páginas que pagam para atingirem um maior alcance. Com essa limitação, os grandes portais serão "obrigados" a pagar para aumentarem o público de suas páginas.

Após a decisão da Folha, outros portais de notícias e entretenimento declararam apoio a causa. O portal de notícias "O Antagonista" declarou apoio a "radicalidade do jornal contra o Facebook". O jornalista catalão Toni Piqué questionou no Twitter se a ação da Folha será o início de uma fuga em massa da plataforma de Zuckerberg. O jornalista ainda destacou que não trata de uma pequena fuga, já que o Brasil é o terceiro maior mercado Facebook.

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