O presidente Michel Temer (PMDB) perdeu o prazo de atualização cadastral necessária para receber benefício de procurador do estado de São Paulo, do qual é beneficiário por estar aposentado.

Ele se aposentou em 1999, quando tinha apenas 55 anos, e que agora está fazendo o possível para que seja aprovada a Reforma da Previdência, da qual está isento, já por ser aposentado e tão precocemente, devido as regalias por exercer função pública.

Ele ficou sem receber o benefício nos meses de novembro e dezembro, pela falta de tempo para realizar a atualização cadastral anual e obrigatória realizada no mês de nascimento.

Temer completou 77 anos aos 23 de setembro de 2017, no mesmo mês em que deveria comparecer a qualquer agência do Banco do Brasil ou unidades de atendimento da SSPrev para realização de "prova de vida".

A falta da aposentadoria não interferiu o recebimento do salário que recebe como presidente. Ele continua recebendo os vencimentos por exercer a presidência,

De acordo com a SSPrev, (autarquia responsável pela aposentadoria e pensões dos servidores do estado, a atualização cadastral já esta sendo providenciada [VIDEO].

O Palácio do Planalto informou em nota, que assim que o presidente tomou conhecimento, já tratou de providenciar a regularização do benefício.

Segundo o portal de transparência do Palácio do Planalto, o último valor (bruto) atualizado do benefício do presidente em outubro de 2017 foi de R$ 45.055,99, o valor líquido recebido foi de R$ 22.109,94.

O órgão não esclareceu se os valores que deixaram de ser pagos serão repostos.

O que parece que a aprovação da reforma da previdência é tão mais importante que suas questões pessoais, ou então que o valor de dois meses de benefício não fez muita falta ao atual presidente.

Um dos motivos que se eleva a reprovação do governo Temer, sem se comentar na reforma trabalhista, que visa mais benefícios para empresários e menos para empregados.

70% dos entrevistados consideram o governo ruim ou péssimo, 22% consideram regular, 6% consideram ótimo ou bom e 2% não souberam responder.

A pesquisa realizada pelo Datafolha, entrevistou 2.826 pessoas, entre os dias 29 e 30 de janeiro, em 174 cidades, sendo a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O presidente [VIDEO]está tão preocupado com a reforma que declarou que por ele a votação ocorreria em fevereiro mesmo, ainda que corra o risco de derrota.