Estava eu zapeando pelo Facebook, quando me deparo com um lembrete do aniversário da minha sobrinha... Olhei para o relógio... ok, ainda dava tempo de parabenizá-la. Chegando no perfil dela vejo algumas felicitações de coleguinhas de classe e fiquei impressionada ao ver como meninas de 12 e 13 anos se expressavam tão bem, criando textos cheios de emoção e coerência ao desejar os parabéns a alguém.

Comentei com minha irmã sobre o assunto, e minha maior surpresa foi quando ela me disse que aquela habilidade em colocar bem as palavras se limitava somente às redes sociais, porque ao se reunirem para a lição de casa, não conseguem escrever três linhas de uma redação ou estruturar um texto de maneira formal.

Fiquei intrigada e questionando comigo mesma o porquê isso acontece hoje em dia com a maioria dos jovens.

Acredito que a internet contribua de maneira mais positiva do que negativa no desenvolvimento de crianças e adolescentes, fazendo que o contato com a informação em tempo real seja constante. Assim eles acabam sendo estimulados à leitura de uma forma orgânica, mas em contrapartida isso não significa que terão uma bagagem cultural adequada, até porque a qualidade de informação que os interessam é bem vaga.

Algo preocupante também nesse cenário são as linguagens e escritas próprias que desenvolveram nesse mundo cibernético. Chega a ser um novo dialeto, e com a prática constante, muitos encontram dificuldade nos estudos e até mesmo na busca do primeiro emprego. Não conseguem se expressar corretamente, principalmente quando precisam passar as ideias para o papel. Eles são muito rápidos para pensar e digitar mas se tornam retardatários com uma caneta nas mãos.

O maior desafio dos educadores hoje é conquistar a atenção na sala de aula, porque tudo que não for prático, rápido ou estiver fora da comunicação particular deles, se torna chato e massante fazendo com que eles percam a concentração facilmente.

Mas é possível sim, unir a internet com os estudos em sala, aliás o MEC vem investindo nisso, basta fazer de uma maneira inteligente, interativa e sempre levando o jovem a pensar sobre o que acabou de ler no computador, ou no tablet...

É preciso ter essa ligação entre a interatividade com o papel e a caneta.

Os pais também têm um papel fundamental nesse processo

Limitar o acesso a internet é essencial, mas cuidado, porque permitir a leitura de livros on line pode ser uma armadilha, pois eles se dispersam demais com redes sociais e bate-papos durante a leitura. Deem a eles livros físicos.

A verdade é que não podemos lutar contra a globalização e o avanço de toda essa tecnologia, o acesso está cada dia maior e mais fácil.

Mesmo parecendo meio retrógrado, o papel de educar e ensinar em primeiro lugar ainda pertence a nós, pais. Portanto, aproveite para fazê-lo enquanto é possível, porque a vida não vai fazer isso com o mesmo amor que dispomos.

Vale a reflexão!!

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