Neste artigo quero deixar de lado as questões religiosas, pois elas aos deuses pertencem. E, ao que eu saiba, nenhum ser humano comprovou até hoje possuir o divino número do celular de Deus.

É simples. Mulheres fazem abortos desde que o mundo existe. A estas pessoas não interessa a minha opinião, ou a sua, ou do Papa, ou do vizinho. Uma vez tomada a decisão, elas seguirão em frente e pronto.

O ponto é: vou realizar o ato com algum açougueiro de plantão sem cuidados mínimos de higiene e saúde, ou tenho acesso (leia-se dinheiro) para procurar uma clínica clandestina e diminuir as possibilidades de morrer de hemorragia jogada em alguma maca de hospital?

As patrulhas religiosas e preconceituosas não levam em conta o número absurdo de mulheres que morrem todos os anos vítimas de procedimentos mal feitos. Muitas quando sobrevivem acabam estéreis pelo resto de suas vidas.

Por isso, defendo a legalização do aborto como arma de Inclusão social. Que todas tenham o mesmo direito. De legislar sobre os seus corpos, de procedimentos executados de maneira correta por profissionais gabaritados, de não serem julgadas como criminosas por decisões que só a elas cabe.

E os direitos paternos? Basta darmos uma olhada nas notícias sobre as mulheres que atualmente criam isoladas seus filhos com microcefalia. A elas não foi dada a possibilidade de um aborto seguro. Agora seguem suas vidas, muitas vezes solitárias, pois os companheiros as abandonaram sozinhas para carregar seu fardo.

E o que dizer de pais e mães idosos sobrecarregados com a responsabilidade de criar os filhos indesejados de seus filhos.

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Religião

Crianças gerando crianças. Abandono e pobreza seguem no rastro dos indesejados.

Aqueles que fincam o pé contra a legalização restaria exigir do governo uma melhoria das políticas de controle de natalidade. Se souberem o porquê de tantas adolescentes e crianças engravidarem aos montes por aí vão poder agir diretamente nas causas e, consequentemente, diminuir o numero de abortos.

Simples? Certamente que não.

Isto exige políticas públicas de qualidade. Se já é difícil conseguir uma aspirina de graça em postos de saúde, que dirá compilação e análise de dados. Mas fica a sugestão.

Para aqueles que acreditam em danação eterna para estas mulheres, que assim seja. Que o julgamento seja divino e não humano. Mas, se alguém por ai tiver o e-mail de Deus, pode repassar. Gostaria de saber a opinião dele para variar.

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