O filósofo grego Aristóteles dizia que “não existe um grande gênio sem uma pintada de loucura”. Essa frase dá bem a dimensão do físico e pesquisador britânico Stephen William Hawking, que nos deixou na semana passada. E qual foi a sua genialidade e a sua loucura?

Primeiramente, deve-se observar que Hawking foi um sujeito brilhante, tanto do ponto de vista humano, sua história de vida, sua luta de superação e vontade de viver, quanto sua capacidade intelectual.

No começo de sua vida acadêmica, Hawking observou que “um massivo objeto poderia entrar em colapso em sua própria gravidade, se transformando em uma partícula de densidade infinita”.

Com isso, Hawking mudou para sempre o conceito singularidade. Quero dar um pequeno exemplo da genialidade desse homem.

Você costuma ler livros de física, química, matemática? Se você respondeu sim, parabéns! Talvez você seja um dos poucos mortais da face da terra que gosta desse gênero literário. A maioria dos mortais, como eu, gosta de ler livros de filosofia, psicologia, antropologia, sociologia.

Não quero aqui ser reducionista: a Ciência não é especulativa, é prática. No entanto, se você gosta de ler livros de ciências - e existem milhares de pessoas que gostam -, deve-se ao fato de Hawking ter popularizado a ciência por meio do seu livro “Uma Breve História do Tempo”.

Quer genialidade maior do que essa: despertar o interesse do homem comum pelo conhecimento científico?

Qual a origem do universo? Ele é infinito? E o tempo? Sempre existiu, ou houve um começo e haverá um fim? Existem outras dimensões além das três espaciais? E o que vai acontecer quando tudo terminar? Estas e outras perguntas constituem o núcleo narrativo do livro Hawking.

Este livro, “Uma Breve História do Tempo”, deve ser indicado como leitura obrigatória para alunos de ciências humanas e sociais.

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Ciência

Tudo nesse livro é humano, porque é matematicamente explicado. O ser humano não é nada sem a ciência. Essa foi a conclusão a que cheguei quando li pela primeira vez esse livro!

Não é surpreendente, então, que Hawking consegue transitar entre as ciências exatas e as ciências humanas? E aí você deve estar se perguntando: onde está a loucura de Stephen William Hawking? Seria pela sua própria condição humana, prostrado para sempre numa cadeira de roda, sem movimento, respirando com ajuda de aparelhos, desprovido de beleza física, comunicação clara, etc., tornar o que ele se tornou: o cientista mais popular depois de Albert Einstein.

Em suma, para Hawking, a inteligência humana é capaz de superar tudo, cujo objetivo é permitir a qualquer um viver melhor. Para ele, a distância entre o pensamento e a ação é a força de vontade. Viva Stephen William Hawking, um grande homem, um gênio, que contribuiu grandemente com o lado bom da vida: a coragem, a força, a alegria, enfim, com a esperança.

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