Costuma-se dizer que em Filosofia os conceitos são fundamentais para o entendimento humano. Nos estudos filosóficos, o conceito é aquilo que define o ser, ou seja, o seu nome e sua finalidade. Assim, por exemplo, definir agenda como sendo “um pequeno livro onde estão listados todos os dias da semana e todos os meses do ano para que o usuário faça anotações de compromissos, horários e informações diversas”. Dessa forma, a finalidade última de uma agenda é a organização previa da vida, para que você não se perca no tempo e no espaço e para que não falte a um compromisso agendado anteriormente e venha ser chamado de irresponsável.

Para o filósofo grego Pitágoras, o criador da palavra Filosofia, falando sobre a importância da organização do tempo disse: “Com organização acha-se o segredo de fazer tudo e de fazê-lo bem feito”. Concordamos plenamente com essa ideia. O homem contemporâneo vive reclamando da falta de tempo. Alguns até dizem que não tem tempo nem para namorar. Será isso verdade? Para Pitágoras não! Falta organização. Nesse sentido, o segredo de uma vida feliz é a organização tempo!

Outro conceito fundamental nos estudos da Filosofia é a distinção entre significado e sentido.

Diz os estudos em Filosofia que o significado é linguístico, isto é, encontra-se nos dicionários. Ou seja, se você quiser saber a definição de verdade, é só você pegar o dicionário, abrir na letra v e lá você vai encontrar isto: “Aquilo que não é falso”. Pois bem! O significado é muito simples. O problema é quando você quer saber o sentido da verdade. Aí a coisa complica. Você não vai encontrar o sentido da palavra verdade nos dicionários.

O sentido é existencial e filosófico. É o sujeito que tem que construir. Por exemplo, qual é o sentido da vida? Será que você vai encontrar uma resposta pronta para essa pergunta? Claro que não! Nunca. Jamais. Você vai ter que construí-la.

O conceito de sujeito para a Filosofia é outro problema. Problema no sentido de questionamento. Ou seja, não se pode aceitar, num primeiro momento, o que se diz do sujeito.

O sujeito é sempre o homem. Daí o filósofo Emanuel Kant afirmar que “o homem é sempre fim, nunca meio”. Enquanto sujeito, só o homem possui a capacidade de pensar sobre todas as coisas e sobre si mesmo.

O objeto é o contrário do sujeito. O objeto não pensa. É inerte. Existe enquanto possiblidade de ser pensado por alguém ou por algo, nesse caso, o ser humano. O interessante nessa ideia é que à realidade, que é tudo aquilo que existe, tanto as coisas já observadas pela ciência como as que ainda não foram observadas, podem ser pensadas pelo homem. Daí o filósofo Sartre afirmar que o nada existe enquanto possibilidade do vir-a-ser.

Dessa forma, a ciência caminha rumo ao nada. Ou seja, rumo àquilo que ainda não é conhecido, o conceito. Complicado? Não! Atualmente o homem faz muito, mas pensa pouco. O que precisamos é de uma educação para o pensamento. E o que é o pensamento? Para o filósofo francês, pai do racionalismo, “Pensar é ir ao encontro do outro”. Por isso ele disse: “Penso, logo existo”.

O pensamento não pode ser visto como uma atividade puramente racional. O racionalismo já deu o que tinha que dar. Qual é a saída, então? É o equilíbrio entre emoção e razão. Nem tanto o céu, nem tanto o inferno. O importante é o equilíbrio.

Talvez essa seja a palavra chave do sucesso e da felicidade do homem contemporâneo: o equilíbrio.

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