Conforme pode ser observado diariamente nas mais diferentes esferas e tratativas sociais, a igualdade, ao menos no quesito respeito, está longe de ser aplicada ao sexo feminino do mesmo modo que é voltada aos homens como um todo.

São inúmeros os casos de espancamento, assassinato, estupro, desrespeito, assédio sexual, entre outras práticas criminosas, as quais as mulheres dos quatro cantos do Brasil são submetidas ao longo de suas vidas.

E por falar em assédio sexual, essa prática nociva não está ligada especificamente a uma classe social específica e nem obedece a um perfil específico quanto ao infrator.

Tanto é assim, que o Itamaraty foi forçado a remover o embaixador brasileiro João Carlos de Souza-Gomes do posto que ocupava até a presente data na FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura).

João Carlos o diplomata do Brasil, representava o país frente ao órgão de abrangência internacional, em Roma, capital italiana; sendo que, a partir desse momento, o homem passa por um denominado PAD, isto é, processo administrativo sob a acusação de assédio sexual.

Sim é isso mesmo! Souza-Gomes não teria abusado somente de uma colega de trabalho, mas de muitas delas.

A importância dessa decisão é que o brasileiro voltará a compor em Brasília o quadro de servidores do MRE - Ministério das Relações Exteriores. Em outras palavras João Carlos talvez possa ser impedido definitivamente de chefiar novamente as mulheres que o denunciaram na Itália.

Algumas das mulheres, supostas vítimas do diplomata, fizeram questão de denunciar ao jornal “Folha de S.Paulo” situações muito graves de abuso por parte do acusado, tais como, o Embaixador ter obrigado a uma delas a vesti-lo com as meias e abotoar as calças que ele usava.

Uma outra denunciante falou que foi chamada de “gostosa” por Souza-Gomes, o qual incentivou outros diplomatas para que batessem palmas para a funcionária por toda a beleza da mulher.

O presidente do Sinditamaraty (Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores), Ernando Neves, se pronunciou a respeito do afastamento de João Carlos, afirmando que a saída de um embaixador tão importante é algo inusitado, mas que ele deseja que se torne um fato bastante corriqueiro.

Por outro lado, Ernando fez questão de deixar claro que o PAD ainda tem trabalho pela frente quanto a esse caso, pois remoção não é punição.

Por sua vez o Itamaraty não teceu oficialmente nenhum comentário sobre a remoção de Souza-Gomes do posto em Roma.

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