Provavelmente você já ouviu falar de La Casa de Papel, uma série criada pelo espanhol Álex Pina, que logo após ser inserida no serviço de streaming Netflix ganhou seguidores por todo o mundo, encaixando drama, ação e inteligência de sobra em seu roteiro.

A genial trama retrata os dias durante um assalto a casa da moeda da Espanha, quando oito ladrões de personalidades distintas são recrutados por um homem misterioso conhecido apenas como Professor. Ambos com a mesma motivação: se tornarem ricos praticando o maior roubo do século.

A meta é produzir 2,4 bilhões de euros, enquanto mantém 67 pessoas reféns, entre estudantes, funcionários e visitantes. Criada para a emissora de TV por assinatura da Espanha Antena 3, a série estreou em 2017, mas foi em 2018, quando foi adquirira pela Netflix, que atingiu um grande número de pessoas, se alastrando através do boca a boca.

Todos os ladrões adotam nome de cidades para esconder suas reais identidades. São eles: Rio (Miguel Herrán), Tóquio (Úrsula Corberó), Moscou (Paco Tous), Berlim (Pedro Alonso), Denver (Jaime Lorente), Helsinque (Darko Peric), Oslo (Roberto García) e Nairóbi (MC Loma), ops, quer dizer Alba Flores.

A série inicialmente seria curta, mas foi estendida através de cortes que possibilitaram a exibição de 13 episódios iniciais, que prendem os fãs um por um. Mas deixando de lado toda a credibilidade que a série conquistou em pouco tempo, por que as pessoas se envolveram tanto com a trama e os personagens de forma a torcer para que bandidos tenham sucesso em seu plano?

O roteiro nos atrai ao externar uma ideia de Robin Hood, o que induz as pessoas a se identificarem com os bandidos, já que o objetivo deles é fabricar o próprio dinheiro ao invés de roubar dos outros.

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Talvez eles expressem a indignação imergida nas pessoas que sofrem diariamente por serem oprimidas pelo sistema capitalista em que estão inseridas.

É uma daqueles séries que, além de lhe prender na cadeira, lhe faz refletir sobre como seria quebrar regras e se aventurar buscando o triunfo por conta própria, mesmo que custe sua vida ou liberdade. Provavelmente você nunca em toda a sua vida tenha se questionado como é irônico sermos controlados por um pedaço de papel.

O dinheiro nos controla, nos corrompe, nos compra.

Não é difícil escolher o lado pra quem você torce na série se você faz parte das centenas de milhares de pessoas que são marionetes do sistema econômico em que vivemos.

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