Quem vive em pecado mortal quando morre, segundo os cristãos, vai para um lugar sombrio, triste cheio de sofrimentos, onde queimará no fogo devorador por toda a eternidade. Essa é a definição mais simples de 'inferno', mas para alívio de muita gente, esse lugar não existe, segundo o chefe maior da Igreja Católica.

Uma suposta declaração do Papa Francisco em uma conversa com o jornalista Eugenio Scalfari, 93 anos, fundador e ex-editor-chefe do jornal romano 'La Repubblica' gerou polêmica nas redes sociais.

O religioso argentino que chegou ao ponto mais alto dentro da hierarquia católica, teria afirmado que "o inferno não existe, mas o desaparecimento das almas de todos os pecadores seria algo verdadeiro'.

A suposta afirmação do Papa Francisco veio a público nesta quinta-feira (29) no artigo assinado pelo jornalista italiano que está disponível apenas na internet para os assinantes do 'The Times'.

Vaticano não desmente afirmações do Papa Francisco, mas pede cautela

O Vaticano emitiu uma nota oficial explicando que o encontro entre o jornalista e o Papa Francisco foi 'informal' e privado por ocasião da Páscoa e que nenhuma aspas relacionada ao artigo deve ser considerada porque as falas do 'Santo Padre' foram reconstruídas por Eugenio Scalfari e embora não desminta o conteúdo publicado, reitera que não se pode dizer que as falas do Papa Francisco tenham sido transcritas fielmente pelo jornalista.

Mesmo mantendo uma relação de cordialidade e admiração com o líder religioso, Scalfari declarou ser um ateu convicto. O italiano já se encontrou com Francisco em outra ocasião quando o pontífice falou sobre um artigo que destacava o relacionamento da igreja com os descrentes. Na época ele disse que Deus pode perdoar quem segue sua própria consciência, referindo-se aos ateus.

Simplicidade e voto de pobreza

Desde quando vivia na Argentina, seu país de origem, o Papa Francisco levava uma vida simples, com voto de pobreza e dedicação aos menos favorecidos.

O religioso abriu mão de todos os luxos que o cargo proporcionava, chegando a dispensar o carro oficial para andar de ônibus ou metrô. Ele dormia em um quarto simples por opção.

Quando assumiu o Papado não foi diferente. Ele manteve sua vida simples, abrindo mão de luxos e muitas vezes quebrando o protocolo em relação ao atendimento dos fiéis católicos. O Papa Francisco já é considerado um dos líderes católicos mais populares dos últimos anos.

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