Você já ouviu falar em ''sugar daddy''? E em ''sugar baby''? O conceito por trás destas duas expressões, provenientes do idioma inglês, é baseado em um novo modelo de relacionamento cada vez mais popular entre homens e mulheres de classes sociais mais altas.

Neste modelo de relacionamento, os ''sugar daddies'' ou ''sugar mommies'' são homens e mulheres, em geral acima dos 40 anos, que estão dispostos a ''mimar'' companheiros, em geral mais jovens com viagens, roupas e até dinheiro em troca de companhia.

E por companhia, estes homens e mulheres não referem-se somente a sexo, mas também alguém para sair, conversar e, quem sabe, um relacionamento sério que pode resultar até em casamento.

O número de ''sugar daddies'' costuma ser maior em relação ao número de ''sugar mommies''.

O(a) parceiro(a) mimado(a) é chamado de ''sugar baby''.

Atualmente, existem alguns sites e aplicativos especializados em promover o encontro entre aqueles que desejam mimar e aqueles que desejam ser mimados. As histórias do que levou cada um a buscar um relacionamento ''sugar'' variam de caso para caso. Alguns ''sugar babies'' procuram alguém que os auxilie a pagar os estudos.

Entre os ''sugar daddies'' mais famosos do mundo, os próprios adeptos da prática citam Donald Trump. Entre as ''sugar mommies'', Madonna vem em primeira posição.

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Curiosidades

Susana Vieira também aparece na lista do site especializado Meu Patrocínio.

Uma repórter do portal BOL, cujo nome não será revelado, topou ter encontros com alguns ''sugar daddies'' para entender um pouco melhor sobre este mundo.

Ela conta que, em um relacionamento ''sugar'', a parte financeira vem em primeiro lugar; amor e paixão são coisas secundárias, um tipo de consequência da relação monetária envolvida nesse tipo de relação.

Ela revela que, logo de cara, recebeu propostas puramente sexuais; alguns homens procuravam mulheres mais jovens para gravar vídeos eróticos ou realizar fantasias. Outros, porém, tinham motivações diferentes: um deles queria um relacionamento estável e duradouro que, na visão dele, incluía alguém para cuidar dele quando ele envelhecesse.

Outro, um publicitário bem sucedido, tinha problemas para manter as ereções e buscava uma companheira para ajudá-lo a resolver o problema.

Um dos sites mais utilizados pelos ''sugar'' brasileiros é o Meu Patrocínio. Nele, a oferta de babies é bem maior do que a de daddies e, portanto, o cadastro pode demorar semanas até ser concluído; tudo é cuidadosamente analisado pela equipe do site. As fotos utilizadas devem ser boas e não devem ser sensuais ou pornográficas.

A qualidade do texto de perfil também é avaliada. Um pouco menos popular porém ainda é eficiente é o gringo Seeking Arrangement.

Neste app gringo, a repórter do portal BOL conta que conheceu vários brasileiros, mas também um americano, que procurava alguém que lhe enviasse nudes e conversasse com ele durante o dia todo através de mensagens instantâneas. O acordo contava até mesmo com um contrato. Cada nude valia até 50 dólares, sendo que aqueles que mostravam rosto e corpo nus eram os mais bem pagos. O ''daddy'' diz que vídeos tendo relações com outros homens valem até 50 dólares a mais.

Em outro encontro, a repórter encontrou-se com um homem de 55 anos, que buscava um relacionamento estável com uma ''novinha''. As exigências: uma mulher que soubesse se portar em público para acompanhá-lo a eventos.

A ambição dele, segundo ele mesmo, era transformar uma estudante em uma ''primeira-dama''. Mas tem mais uma coisa: ele diz que com ele não tem essa de ''não quero transar hoje'', afinal, se ele está bancando, a moça tem que querer. Ele pede um beijo da repórter; quando ela recusa, ele pergunta o que precisa comprar para ela mudar de ideia.

Os ''daddies'' não oferecem apenas roupas e outros mimos. Às vezes pagam o aluguel ou as contas de suas ''babies''. Pagam estudos, arcam com despesas da vida prática das mesmas. Algumas mulheres acabam recorrendo aos relacionamentos ''sugar'' após perderem seus empregos.

Um dos ''daddies'' que saiu com a repórter irritou-se com o ''excesso'' de perguntas dela. Quando ela questionou se o acordo incluía sexo, ele respondeu que assim como em qualquer relacionamento, aquele também envolveria sexo. Ao ser novamente questionado, desta vez sobre se ele não considerava isso prostituição, ele levantou a voz: ''Você está fazendo perguntas demais, você é p*ta por acaso? Se for, não é isso que estou procurando!''

Jennifer Lobo, a CEO do site Meu Patrocínio explica que os relacionamentos ''sugar'' não tem nada a ver com prostituição. Para ela, é uma forma de relacionamento como qualquer outra, além de ser bem transparente em seus objetivos desde o começo da relação. Ela explica ainda que profissionais do sexo não são permitidas no site.

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