"A Freira", o mais novo capítulo do universo "Invocação do Mal", teve sua data de estreia adiada para 7 de setembro de 2018 nos Estados Unidos e está criando expectativas positivas entre os fãs do terror. O diretor Corin Hardy, em entrevista ao podcast The Movie Crypt, prometeu algo novo para gênero.

Sinopse: Após o suicídio de uma freira na Romênia, um padre assombrado e uma noviça são enviados pelo Vaticano para investigar o caso.

Lá, eles descobrem um segredo profano e ao tentar desvendá-lo, eles arriscam suas vidas e sua fé ao confrontar um mal que reside no lugar na forma de uma freira.

Com os sucesso do personagem em "Invocação do Mal 2" e uma breve participação pós-crédito em "Annabelle 2" - que em uma de suas sessões uma jovem teria tido um surto - a produção teve sinal verde para trabalhar o filme solo da personagem, interpretada nos dois filmes pela atriz Bonnie Aarons.

O script é de David Leslie Johnson, que também trabalhou no roteiro de "Invocação do Mal 2". A produção é de James Wan (‘’Invocação do Mal 1 e 2’’), que ganhou destaque após dirigir o primeiro filme da franquia "Jogos Mortais" em 2004, além de já estar escalado para dirigir o filme "Aquaman", que tem previsão de estreia ainda para este ano.

Apesar da fórmula possessão e fantasmas estar desgastada após franquias como "Atividade Paranormal" e "Sobrenatural" explorarem ao máximo esses temas em uma enxurrada de filmes que, de certo modo, obtiveram um sucesso de público, mas pecavam em vários aspectos, creio que o universo criado por James Wan, Carey W.

Hayes e Chad Hayes teve êxito pela competência de pelo ao menos 90% dos profissionais envolvidos, que levaram o filme - que aparentava ser mais um causa-sustos do gênero - a um patamar próximo de clássicos como "O Exorcista", "O Bebê de Rosemary" e a "Profecia". Nesse ponto, a Warner sempre foi muito cuidadosa.

O sucesso das franquias de fantasmas e possessões da década de 2000 se assemelha ao estrondoso sucesso de "Sexta-Feira 13" na década de 1980, pois os produtores deram ao púbico o que eles queriam, mas com o tempo, os sucessivos filmes e a repetição de estratégias como sustos fáceis e efeitos CGI desgastaram as tramas.

Claro que "Invocação do Mal" teve seus erros, mas creio que foram mais acertos. Ora, a Warner não é nenhuma novata no mercado do terror. O lance talvez foi não repetir ou até mesmo tentar fazer do filme de Wan um novo "Exorcista".

Ao meu ver, os filmes do universo "Invocação do Mal" têm sua validade e relevância no mercado de terror moderno devido à qualidade dos profissionais envolvidos, que apostaram em focar mais em enredo do que sustos ou mortes sangrentas.

Corin Hardy também declarou que não pretende usar muitos efeitos visuais em computação gráfica, pois a ideia é tornar tudo mais real, incluindo a acrobacia das câmeras. Pelas declarações do diretor, minha expectativa para a "A Freira" é que será um filme bem detalhado, talvez um pouco mais enxuto que "Invocação do Mal", mas com um script inevitavelmente voltado aos sustos, que nesse caso é um tanto quanto impossível evitar neste filme.

Vamos ver se a ausência dos efeitos visuais e os movimentos das câmeras vão favorecer a obra.

Então, o que você espera de "A Freira"?

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