Algumas pessoas buscam durante toda a sua vida um propósito, uma direção, que traga conforto e convicção de que cada passo dado tenha valido a pena. Mas o problema é a frustração quando você não encontra respostas para todas as perguntas que a vida coloca no seu caminho.

O termo "crise dos vinte e tantos ano", ou em inglês quarter-life crisis, é real e assola a maior parte dos jovens deste século. A crise existencial na fase onde concluir a faculdade e se lançar ao mercado de trabalho é mais do que um padrão, uma regra.

A ideia de precisamos ficar milionários antes dos 30 vem impregnada em nossa mente a medida em que construímos nossa identidade, no trajeto árduo de encontrar o norte, como se a vida oferecesse bússolas que nos indiquem a direção certa para alcançar a paz da própria existência.

A falta de direção vai além da questão profissional. Em nível biólogo e social, não existe preparo para que possamos encarar as mudanças que aconteceram ao longo dos anos, sentimos falta de algo que nos indique um rumo.

Não é uma simples coincidência que as pessoas mais propensas a sofrerem depressão tenham nascido depois de 1945, o que inevitavelmente acarreta um aumento brutal na venda de medicamentos de tarja preta, para controle da ansiedade.

A ausência de um propósito leva ao desespero pessoas de todas as idades e afeta até mesmo as próximas gerações que inevitavelmente irão se deparar a mesma responsabilidade de encontrar um sentido para a vida.

Viver é assumir a responsabilidade de encontrar respostas para os problemas que nós mesmos criamos

Carregamos o fardo de existir e com ele toda a pressão de deixar um legado para as futuras gerações, na esperança de quem sabe, serem pessoas melhores do que fomos nessa breve estadia neste "grão de areia suspenso", como cita o cientista Carl Sagan.

Se você ainda não passou por nenhuma situação de sofrimento absoluto, aproveite esse curto intervalo, porque essa é a natureza da existência e a única coisa que podemos fazer é vencer fazendo valer existir.

Não se apegue ao modelo padrão de vida que dita estudar/trabalhar/morrer como um trajeto para felicidade absoluta. Encontrar o norte vai muito além de um paradigma estabelecido por pessoas que assim como você já estiveram perdidas.

Com certeza você já sentiu a sensação de bem-estar ao ser útil para alguém, ao proporcionar felicidade para outra pessoa, mesmo que nas coisas mínimas. São esses comportamentos que agregam valor à sua existência e diminuem o fardo de aceitar em um futuro não tão distante, o fim da sua existência.

Para a vida fazer sentido, é necessário que se esteja em uma missão e só você pode determinar qual será

Já que está perdido, explore possibilidades começando do zero. Participe como voluntário, frequente cursos e palestras, busque aprimoramento pessoal, diminuindo a frustração ao olhar para o outro lado da ponte. Construir recursos é importante e sem dúvidas ajuda na orientação da vida. Sei que não sou detentor da verdade, mas não saber o que fazer não é argumento para continuar parado.

A vida é um jogo que nunca acaba, sem vencedores ou perdedores, onde a única meta é continuar jogando de forma a favorecer cada vez mais pessoas.

Torço fielmente para que todos possamos encontrar um caminho e faça valer todo bem e mal avistados durante a jornada.

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