Pouco antes de pensar em escrever esse artigo e submeter meu trabalho às críticas de algum leitor paciente, fomos "premiados" com a notícia de que o senhor Paulo Maluf (deputado federal – PPS/SP) havia conseguido sair da cadeia para cumprir prisão domiciliar. O crime o qual cumpria pena era lavagem de dinheiro no período em que foi prefeito de São Paulo.

Após passar três meses no cárcere (noventa e seis dias para ser exato), conseguiu voltar pra casa.

Com o aval do senhor ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli, que acrescentou que o estado de saúde de Maluf era um "fato novo" para lhe dar o benefício.

Também nesta mesma semana, pessoas ligadas à Operação Skala (que investiga se o presidente Michel Temer editou um decreto para favorecer empresas portuárias em troca de propina) foram soltas também com o aval de outro ministro do STF Luís Roberto Barroso.

Entre os soltos estão José Yunes advogado, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer. E o coronel João Batista Lima, amigo do presidente Michel Temer. Vale lembrar que Barroso acolheu o pedido de Raquel Dodge, procuradora-geral da República e (pasmem) nomeada por Temer.

Na ponta da caneta

Já na Lava Jato, o que era pura euforia e sinal de novos tempos na nossa politica, infelizmente começa a dar sinais de fracasso.

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Lava Jato Michel Temer

Apesar das condenações feitas pelo juiz federal Sérgio Moro, nada menos que 17 réus da mais famosa ação anticorrupção já realizada no país estão soltos desde janeiro, mesmo aqueles condenados em 2ª estância. Entre eles, José Dirceu, ex-ministro Chefe da Casa Civil no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele foi condenado por Moro, em 2016, a 30 anos e 9 meses de prisão, mas recorre em liberdade.

A espera no correr de prazos e a nossa capacidade quase infinita de apresentar recursos e brechas em lei, poderia ser apontada como uma das causas para o não cumprimento da pena em regime fechado, além de uma serie de atenuantes, como idade avançada e motivos de saúde, no caso de Maluf.

Recurso do recurso

A observação que se faz necessária em todos os exemplos citados neste artigo é a característica comum a todos os crimes: a corrupção e pessoas que já sabidamente estão ou estiveram ligadas ao alto escalão do governo de forma direta ou indireta.

Oras, então por que as leis não são mudadas para dar mais rigor as penas?

Simples: porque não querem. Não se pode esperar que nossos governantes criem leis que irão prejudicar a eles mesmos algum dia. Pelo menos não em um futuro próximo.

Ao tomar como título deste artigo esse velho provérbio, tentei basear-me nos casos mais recentes saindo do foco da condenação de Lula e sua possível prisão após a sentença no caso do tríplex no Guarujá (SP).

Prisão essa que não ocorreu graças a um habeas corpus dado pelo Supremo até o julgamento do recurso que mantém Lula em liberdade.

Os próximos dias serão de grande expectativa sobre o que irá ser decidido no caso do ex-presidente, que insiste em dizer que nada sabia sobre o Mensalão e Petrobras. Detalhe, o ex-presidente já é condenado em segunda instância. A pena é de 12 anos e um mês de reclusão no caso do tríplex no Guarujá.

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