O homem amazônico é o sujeito situado, aquele que conhece o seu passado histórico, sua tradição, sua língua, sua cultura. Ele respeita os costumes, a religião e a tradição cultural. É inteligente e acolhedor; humilde e sagaz, organizado e esperançoso.

A compreensão desses valores favorece o aparecimento de uma filosofia do homem amazônico: respeito pelo outro, bem-estar ambiental e qualidade de vida.

O modo de viver e agir do homem da floresta implica num jeito próprio de ser.

Infelizmente, a grande mídia tem tratado o homem amazônico como um sujeito exótico, como aquele desprezível e como um empecilho no processo de modernização do país. Para alguns, ainda, eles são a causa das mazelas do país.

Atualmente, qualquer manchete sobre atraso é tratado pela mídia como mais um episódio do “homem da floresta, atrasado e cheio de superstições”.

O que não é verdade. O homem amazônico é o guardião da sabedoria milenar, dos verdadeiros donos do Brasil: os índios.

Embora o homem amazônico afronte algumas ideias modernas, principalmente a concepção de “igualdade perante a lei”, a condição de vulnerabilidade do caboclo é maior do que, por exemplo, do homem sulista. Lamentavelmente, isso a grande impressa não reconhece!

O homem do campo, o caboclo, o ribeirinho, tira todas as suas necessidades materiais do Meio Ambiente, pelo uso sustentável da agricultura, caça e pesca.

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Natureza

Embora a qualidade de vida dos brasileiros tenha aumentado nos últimos anos, o homem amazônico ainda sofre com a falta de saneamento básico, educação, transporte, segurança, saúde.

Portanto, se formos analisar o fundamento da maioria dos projetos desenvolvidos na Amazônia nos últimos anos, eles não têm como pano de fundo a defesa da espécie humana e do planeta, muito mesmo ainda a defesa de uma ética da vida.

Ao contrário, os projetos são de interesses do capital internacional, dos grandes latifúndios e da destruição total do meio ambiente.

Pesquisas indicam que a fauna e a flora amazônica vêm sendo destruídas por grandes construções hidrelétricas, fazendas para criação de gado etc.

Contra todas as mazelas sociais que assolam a Amazônia brasileira, o homem do Norte vem gritando que a vida, a biologia, o meio ambiente, as comunidades tradicionais, a cultura, vêm sofrendo desafios de morte.

Urge chegarmos numa compreensão de que o destino da humanidade está associado ao destino do planeta.

O homem contemporâneo precisa aprender que conquistas tecnológicas e científicas desvinculadas da responsabilidade ecológica do cuidado com a ética e com a vida não servem para nada. O atual modelo econômico, com sua ideologia de mercado e seu direcionamento desenvolvimentista, é gerador de exclusão social e decadência ambiental.

Enfim, é preciso resgatar a filosofia de vida do homem amazônico: respeito pelo outro, bem-estar ambiental e qualidade de vida!

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