O título deste artigo é um pouco sensacionalista? Sim, talvez. Mas é para se pensar. Quem foi que disse que ser a maior torcida do Brasil tem apenas um lado bom? Para iniciar a linha de raciocínio, vamos partir do pressuposto que qualquer pessoa, seja profissional do esporte ou torcedor, concorda que foi uma decisão equivocada a demissão do técnico Paulo Cesar Carpegiani apenas por ter perdido por 1 a 0 para o Botafogo.

Uma equipe de menor expressão, com uma torcida mais discreta, perde a semifinal de seu respectivo campeonato estadual pelo placar mínimo, tendo feito uma boa campanha até ali.

Sem a pressão de uma torcida de massa, o treinador dessa equipe provavelmente receberia o suporte necessário para seguir trabalhando e aparando as arestas para o início do campeonato nacional que se aproxima.

Comparando essas duas situações fica muito fácil perceber que a torcida do Flamengo vem fazendo um barulho maior do que a administração do clube consegue suportar, e é aí que nasce o problema.

De quem é a culpa? Me arrisco a dizer que é das duas partes, administração e torcida. A torcida precisa entender que o Flamengo não é o maior time do Brasil (até porque é definição é muito subjetiva e variável), que o Flamengo não vai ganhar todas as partidas e que o Flamengo não vai dominar o mundo.

A massa rubro-negra chegou ao ponto de achar que perder para o Botafogo por 1 a 0 é um absurdo e que cabeças devem rolar por causa disso.

Acredito que poucos torcedores pararam para pensar que pode ser pior perder para o Botafogo na semi da Taça Rio do que manter um trabalho contínuo para o Brasileirão, do que se inconformar de forma tão veemente com a derrota e dissolver toda a comissão técnica, interrompendo um planejamento.

Já a administração do Futebol deve ser feita por profissionais da área. Já ficou provado que o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello, pode ser muito bom com finanças, administração de empresas e ser um cara muito boa praça, mas seu conhecimento de futebol é nulo.

O mandatário não tem pulso firme para cobrar seus jogadores sem vontade e acaba transformando os treinadores em verdadeiros bodes expiatórios (vide Zé Ricardo e Carpegiani).

A impressão que fica é que quem manda no futebol rubro-negro faz de tudo para jogar com a torcida. Quando o resultado não vem, usa a desculpa: "mas a gente não tem culpa, atendemos o torcedor". Presidente, quem foi que disse para o senhor que torcida entende de futebol.

As perspectivas não são boas, e a culpa é de "quase" todo mundo.

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