A Diocese de Guarulhos através da sua Pastoral Afro-Brasileira, realizou sábado (7) um debate de tema: “Escravidão de ontem e de hoje”. Na oportunidade os expositores dos temas analisaram a situação da população negra no cenário brasileiro. O evento organizado em conjunto com agentes da Pastoral Afro-Brasileira ocorreu no salão anexo à Paróquia Nossa Senhora Aparecida-bairro Cocaia.

Vários sacerdotes se envolveram na realização desse evento, como o Vigário da Paróquia, padre Valdocir Aparecido Raphael, o pároco local, Jair Oliveira Costa, e o Vigário geral da Forania Imaculada Conceição, padre Marcos Vinícius Clementino, também assessor da Pastoral da Comunicação (PASCOM). O coordenador da Pastoral Afro, Francis Vieira foi o mediador da mesa de palestrantes. A cantora Célia Nascimento abrilhantou o evento.

Racismo impede a ascensão do negro a cargos mais elevados

A reflexão sobre a atual condição do negro na sociedade contou ainda, com assessoria de várias autoridades no assunto. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, José Pereira da Silva, por exemplo, discorreu sobre discriminação no mercado de trabalho na atualidade. Pereira destacou a dificuldade de colaborador negro aceder a cargos mais relevantes numa empesa, mesmo que esteja qualificado.

O sindicalista foi taxativo ao afirmar que infelizmente o ranço da Discriminação social e racial ainda estão impregnados no inconsciente de muitas pessoas.

Com posse da palavra advogada e historiadora, Neide Aparecida, que recebeu a incumbência de complementar as explanações dessa tarde, abordou, além da políticas de cotas nas universidades, Leis que antecederam à libertação dos escravos no Brasil.

A advogada e historiadora conceituou por exemplo, a Lei Bill Aberdeen, de 8 de agosto de 1845, propondo o fim do tráfico de negros africanos para o continente americano.

A advogada mencionou também, a Lei do Ventre Livre de 1871, libertando crianças negras nascidas a partir de então. Lamentou, porém que como filhos de escravos as crianças permaneciam aos cuidados dos senhores de engenhos até atingirem 21 anos de idade.

Lei do Ventre Livre libertou crianças da escravidão

Encerrando sua explanação, a advogada teceu rápido comentário sobre a Lei do Sexagenário implementada 28 de setembro de 1885. Segundo afirmou Aparecida, também conhecida como Lei Saraiva Cotegipe, este instrumento alforriava escravos com 60 anos de idade.

Teólogo e historiador, Guilherme Botelho Júnior, discorreu sobre a importância das Irmandades afro-brasileiras.

Conforme o teólogo, que citou o escultor setecentista, Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho), essas instituições foram preponderantes na formação do ecumenismo já que entre outras atividades produziam imagens para Casas de cunho religioso.

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