Um ex-presidente acusado de ser criminoso e, sentenciado a 12 anos e 1 mês de prisão, é praticamente arrancado dos braços de manifestantes de quem ele mudou as vidas em seu governo para a cumprir sua pena determinada. Isso é um fato no mínimo curioso, que escancara a parcialidade que assola a política e justiça brasileira atualmente.

Lula foi julgado e condenado por um juiz parcial, não existindo uma prova sequer, apenas a 'convicção' do tal juiz e acusações infundadas. Os testemunhos de que nunca o ex-presidente passou uma noite sequer no triplex não foram levados em conta pelo juiz para formular tal convicção...

porque um dono, mesmo que camuflado, não usufruiria de seus bens?! A propósito, provavelmente, também não foi levado em conta que desde 2010, os direitos sobre o triplex pertencem a um fundo ligado à Caixa.

O apartamento continua registrado em cartório em nome da OAS, mas seus direitos estão vinculados a débitos com a Caixa. Ou seja, o dono oculto nem poderia vender seu imóvel?! Seria o caso de propina mais tolo do mundo. Como citado recentemente numa matéria da BBC UK, o Brasil apresentou um sistema parecido com a Santa Inquisição, onde o juiz que investiga e supervisiona é o mesmo que julga.

Sérgio Moro agiu durante todo o processo como um advogado acusador e não como figura que escuta as partes para toma uma decisão com base nas leis, procurou provas a todo custo para condenar, e mesmo não encontrando, ainda o fez.

O processo inclusive foi feito em tempo recorde na justiça brasileira (amplamente conhecida pela lentidão) e, a ordem de prisão autorizada logo após o STF negar o Habeas Corpus abriu espaço para controvérsia, pois a presunção de inocência consagrada na Constituição não permite prisão até o trânsito em julgado.

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Lula

Isto pode ser modificado por emenda constitucional, mas nunca por interpretação de juízes. Por outro lado, políticos com inúmeras provas em suas respectivas acusações, podendo ser citado o Aécio Neves que tinha o famigerado arquivo nomeado 'Cx2' em seu computador pessoal, apreendido pela Polícia Federal, tem seu pedido de investigação prescrito e arquivado pelos órgãos competentes.

E agora, a prisão do Lula, até então atual líder de intenção de votos mesmo com todo o bombardeio midiático e político que sofreu, é comemorada tanto por esses políticos que a 'mão pesada da Justiça' e dos demais órgãos não pesa tanto assim bem como de seus apoiadores e colegas de partido, alguns, inclusive presidenciáveis.

O PSDB, por exemplo, provavelmente a segunda maior força política do país e quarto partido com maior número de investigados na Lava Jato, não teve nenhum político condenado até então.

A condenação sem provas se junta a uma narrativa que nos últimos anos teve um impedimento sem crime, um acidente aeronáutico sem causa e, mais recentemente, uma execução sem disfarces. Nossa democracia está sendo fuzilada sem grandes pudores e tem quem comemore, vestindo verde e amarelo, batendo panelas e sendo uma massa de manobra que ecoa discursos preconceituosos de 'pseudomitos' políticos país afora.

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