O debate social mais proeminente na sociedade brasileira ultimamente é a questão da legalização da maconha. Protestos, marchas, apreensões e questões policiais e comerciais estão no contexto dessa grande polêmica que envolve usuários, cientistas, juristas, e indiretamente todos nós. A legalização da maconha com certeza resolverá algumas questões e abrirá outras.

Com a legalização ,uma das certezas seria o aumento da arrecadação de impostos por parte do governo, aumento de empregos formais, e novas oportunidades de negócios.

Haveria a criação de bares para uso de maconha, muitos comuns em Amsterdã, na Holanda voltado para esse tipo de público.

Na outra ponta do iceberg temos o usuário, sujeito que vai até um ponto de venda de droga de uma grande cidade qualquer e agora pode comprar seu cigarro de maconha, como se comprasse um maço de cigarros em qualquer posto de gasolina ou padaria do país. Mas infelizmente, sabemos que grande parte do número de consumidores são adolescentes, muitos em idade escolar, cujo os pais tem grandes necessidades financeiras e se verá agora com mais outro problema: ver seu filho usar uma droga de forma legalizada com total aval do Estado.

Junto a isso, o problema da dependência. Sim, ela existe. Não podemos esquecer que trata -se de uma droga. Assim como o tabaco, e o álcool que conhecidamente, também causa dependência.

Na Holanda, local com toda uma estrutura social e econômica, sabemos que as pessoas não podem simplesmente usar maconha a esmo, ou em qualquer lugar, como se bebesse um copo d'água. Deve-se usar em locais pré determinados. Esse mesmo mecanismo seria aplicado aqui? Num país onde o comum é crianças fumando crack em qualquer horário e em qualquer esquina?

Contrabando ou descaminho?

Não é segredo que boa parte da produção da droga que chega ao Brasil, vem de fora. Principalmente do Paraguai. Com a legalização, boa parte entraria legalizada. Mas da mesma forma que compramos cigarros e brinquedos contrabandeados, em sua maioria das vezes, por questões financeiras, o mesmo se apresentaria com a legalização. Pois com certeza, o produto irá obedecer a lei da oferta e demanda.

E sabemos que não será pouco o número de usuários, o que iria fazer o preço dos produto subir. Além disso, outro problema se faria presente: grandes cartéis do crime organizado que já atuam no mercado de forma clandestina, iriam estar agora legalizados. E automaticamente impunes pelos crimes que cometeram antes da legalização. E com muito, muito dinheiro pra cometer outro crime muito comum por aqui: a corrupção.

Ciência, saúde e bom senso

Do ponto de vista cientifico, sabemos que a mesma droga que gera debate social, é importante do ponto de vista medicinal. Não é de hoje que crianças com problemas seríssimos de saúde encontraram no Canabidiol (substância encontrada na planta) a chance de ver suas crises consideravelmente diminuídas. Para alívio e esperança dos pais. Além disso, pacientes muitas vezes em estágio terminal, com o uso da droga, tiveram aumento do apetite e ganho de peso e uma sobrevida.

Apesar de todas as questões pertinentes ao tema, a necessidade de se separar o "veneno do remédio", o joio do trigo é a mais complexa. Muita coisa deve ser debatida antes de uma palavra final.

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