Um escândalo, um partido, um nome. A derrota do ex-presidente Lula para que seu habeas corpus continuasse valendo, mostrou duas coisas: a primeira, que o ex líder sindical, que no final dos anos 70, lotava o estádio de vila Euclides em São Bernado do Campo para falar a massas de metalúrgicos em greve, e que esteve ao lado de Ulysses Guimarães e tantas outras personalidades do meio político, artístico, e cultural em meados dos anos 80 e que era favorável a emenda Dante de Oliveira que pedia pelas eleições diretas, definitivamente não tem mais a mesma força.

A segunda certeza: a eleição seguirá indefinida e, com certeza, mais "sem graça" sem a presença cada vez mais certa do ex-presidente. Sua condenação, e provável prisão, não o impedem de se candidatar, mas também, em caso de prisão, ficará com extrema dificuldade em viajar pelo Brasil para fazer corpo a corpo e gravar programas eleitorais.

Um mau começo

A derrota de Lula, não começou hoje, mas durante seu mandato como presidente, ao explodir o escândalo do mensalão.

E um pouco depois, por não ter um nome a altura de José Dirceu, então ministro-chefe da casa civil, que viu suas chance de se tornar presidente um dia, cair em ruínas com as delações de Roberto Jefersson sobre o escândalo. Dirceu era o nome certo do PT para substituir Lula no comando do país apôs seu governo.

Mesmo assim, o PT vislumbrou em Dilma Rousseff a chance de continuar no poder. E conseguiu, graças aos altos índices de popularidade de Lula ao sair do poder.

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Lula

Dilma não estava preparada para ser presidente. No entanto, com a sombra de Lula, conseguiu concluir seu mandato. Na eleição seguinte, já com os casos de corrupção da Petrobras vindo à tona, e seu envolvimento na diretoria da empresa, que ficou conhecida como o maior esquema de corrupção na história do Brasil. Mesmo assim, disputou o segundo turno com Aécio Neves em uma reeleição, que carregava o sobrenome do avô, Tancredo, e que se viu destruído politicamente também com escândalos de corrupção surgindo.

Dilma sofreu impeachment em 2016, sendo Michel Temer empossado em seu lugar.

Todos os esforços do PT e da esquerda foram no sentido de proteger Lula, e que essas acusações não respingassem nele para as próximas (atuais) eleições presidenciais. O único nome forte capaz de colocar a esquerda de novo no poder. Portanto, o que aconteceu hoje, não foi por acaso, não foi um "golpe" como insistem em dizer alguns mais radicais.

Mas a consequência de um partido, que surgiu como um sindicato, chegou ao poder, e aprendeu a se corromper por meio dele.

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