O fim da soberania. “Dentre os grandes, és o primeiro!" Atualmente essa é uma frase que encontra se exclusivamente no nosso santo hino, o hino do futebol brasileiro mais cantado entre os clubes, sem a menor dúvida, o cartel mais vitorioso do futebol brasileiro.

As patetadas cometidas pela diretoria do São Paulo são evidentes, o clube estacionou na vaga do tempo de sua grande soberania, uma soberania plantada sob os olhares de uma gestão visionária e inovadora.

Entretanto, hoje nos deparamos com a sensação da impotência.

A diretoria sob o comando de Leco, Raí, Ricardo Rocha e Lugano não passa a menor credibilidade. Nosso plantel de jogadores, entra ano e sai ano, demonstra a mesma falta de ambição. O São Paulo é um gigante adormecido, deitado no berço esplêndido de conquistas, mas que denota que vive de grandezas do passado e se tornou um verdadeiro museu.

No domingo (22) o sinal da atual pequenez. O Jason, o Soberano, o Time da Fé, o primeiro entre os grandes entrou contra o todo poderoso Ceará com um padrão defensivo de oito atletas em seu sistema defensivo. Entre 11 que entraram em campo, Aguirre escalou Sidão; Rodrigo Caio; Arboleda; Edmar, um lateral defensor que pouco apoia; Militão, um zagueiro improvisado na lateral, logo um defensor que pouco apoia; três volantes, Petros, Hudson e Liziero.

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São Paulo FC

No setor ofensivo, apenas Cueva, Everton, sendo que os dois costumeiramente iniciavam na linha que antecedem ao meio de campo a marcação, e Trellez. A reflexão é óbvia, o São Paulo não poderia vencer esse jogo. Um time armado para não perder, essa é atual sina do clube. Não perder já é ótimo, sem levar gols é melhor ainda.

As mudanças durante o jogo não funcionaram e o Tricolor padeceu ainda mais de qualidade, com pouca aproximação entre o meio-campo e ataque, principalmente após a saída de Everton.

A transição e ritmo do São Paulo são lentos, o que é impraticável no futebol atual.

Essa culpa é então de Diego Aguirre? Não, exclusivamente. A maior é a culpa de quem optou por contratá-lo. Afinal, atualmente o Tricolor é uma nau sem um capitão.

Tudo isso já era doloroso, mas doí ainda mais quando se analisa o investimento do clube na temporada, já na casa de 50 milhões de reais. Valores esses que não têm refletido em resultados, negócios volumosos de:

  • R$ 15 milhões por Everton;
  • R$ 10 milhões por Jean (reserva);
  • R$ 10 milhões por Diego Souza (reserva);
  • R$ 6 milhões por um jogador sem qualidade como Santiago Trellez, a qual pode totalizar 10 milhões de reais se o jogador não for vendido até o fim do contrato e a parte do Vitória não for comprada;
  • R$ 4,6 milhões por Jucilei;
  • R$ 3,6 milhões por 60% dos direitos Carneiro, que estaria livre em 31/07/2018;
  • R$ 400 mil por Edmar, jogador comumente vaiado pela torcida.

Você deve estar pensando que é impossível piorar, mas não é!

O São Paulo tem a quinta maior folha salarial do futebol brasileiro. Os valores giram em torno de R$ 9 milhões mensais, o que impõe no mesmo patamar do arquirrival Corinthians, atual bicampeão paulista, Campeão Brasileiro e um dos líderes do atual Brasileirão.

Uma torcida cansada de sofrer

A avaliação é que o São Paulo não impõe mais respeito, mesmo jogando em seus domínios, até mesmo nas negociações de contratos e atletas.

O São Paulo foi pequeno e covarde em Fortaleza, assim como tem sido pequeno e covarde ao jogar Diego Souza como "cobaia" para os problemas do elenco, já que ele nunca foi aproveitado em sua real posição.

Extremamente mal administrado pelos ídolos do passado, agora sobre a alcunha dos três patetas. Raí, Ricardo Rocha e Lugano já são contestados nos bastidores do clube, exatamente por não conseguirem administrar o principal problema do clube, o sono do gigante.

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