Com aumento de 2,7% no número de mortes violentas no Brasil em 2018 em relação ao ano anterior, quando o país alcançou o total de 59.103 vítimas de homicídio, latrocínio e lesões corporais seguidas de morte, uma morte a cada 9 minutos, números que poderão subir ainda mias, visto que alguns estados ainda revisarão os seus dados.

Uma parceria entre o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Núcleo de Estudos de Violência da Universidade de São Paulo e do site G1, foi responsável pelo levantamento dos dados da pesquisa, seguindo a metodologia do Anuário Brasileiro de segurança Pública,

Os locais, onde os Crimes acontecem com maior frequência, não foi novidade para os pesquisadores e inclui principalmente as periferias das grandes cidade e os locais onde o estado não se mostra presente com políticas sociais.

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As vítimas são geralmente homens com até 29 anos, negros com baixa renda e escolaridade com envolvimento com o tráfico de drogas e briga entre facções criminosas. A facilidade na obtenção das armas de fogo e a impunidade contribuem para esse aumento.

Com o maior índice no país, mortes por 100.000 habitantes, o Rio Grande do Norte atingiu 64 vítimas e obteve o recorde histórico em 2017. O Estado tem os números mais confiáveis do país e atribui os números a falta de padronização na coleta de dados entre as secretarias de segurança pública, além do massacre de Alcaçuz, rebelião no presídio de mesmo nome onde oficialmente 26 detentos foram mortos por internos de facções rivais, elevando o número de mortes violentas no estado.

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Um ponto importante que chama a atenção nesse estudo é a violência contra as mulheres, que aumenta a cada ano e o fato de muitas mortes não serem registradas como feminicídio, visto que muitas das mulheres são mortas por seus maridos ou companheiros, isso demonstra uma sub-notificação dos registros apontados.

Ainda pouco aplicada no país, a lei do feminicídio, foi sancionada no Brasil ha pouco mais de dois anos e apesar de aumentar a pena dos homicídios relacionados ao gênero da vítima, não diminuiu os números desse tipo de crime.

Outro grande problema no levantamento dos dados para a pesquisa, é a falta de transparência dos governos Estaduais, que em alguns casos recusam se a informar os dados solicitados.

O exemplo clássico da dificuldade em obter informações seguras são as mortes envolvendo policiais, pois cada estado classifica essas mortes com nomenclaturas diferentes como "auto de resistência", "homicídio" ou " confronto com a polícia".

A pesquisa foi coordenada por Athos Sampaio e Thiago Reis.

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