Estava assistindo uma competição simples entre crianças na academia da minha filha. Dessas tipo apostar corrida. Em disputas, a regra é clara. Aguem perde, alguém ganha. Não dessa vez.

O garotinho que perdeu se atirou ao chão gritando e chorando. Imediatamente os pais e a professora que assistiam a prova disseram:

-“Você não perdeu!” Imagina! Foi empate.”

Eu estava lá. Ele perdeu sim. E qual é o problema em perder?

A vida é assim. Ganhamos em um dia perdemos em outro. Não podemos moldar as regras as nossas vontades. Esta lição é a que deveria estar sendo ensinada naquele momento. Totalmente errado passar a mensagem de que para mudar os ventos a nosso favor basta gritar e chorar.

Não foi a primeira vez que assisti a esse tipo de cena, por isso questiono as atitudes dos pais. Frustração, infelizmente, faz parte de crescer.

O que vai ser dessa criança no dia em que precisar encarar que empates existem, mas são raros, que o dia a dia de adultos são recheados de perdas e ganhos?

Que tipo de geração estamos criando para o mundo? Digo estamos, pois também tenho filhos e procuro criá-los da melhor forma possível. Cometo erros, sem dúvida. Mas este é um que me policio para evitar. Perdeu? Que assim seja. Não gostou? Da próxima vez faça melhor.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Educação

Então me pergunto: Será que não estou cobrando demais? Eis a eterna corda bamba de criar filhos. O equilíbrio entre o sim e o não.

Mas certamente atitudes do tipo “você não perdeu” não ajudam. Sentimentos só são amadurecidos quando são exercitados (sentidos). Frustração, raiva, alegria fazem parte do desenvolvimento emocional de todos nós. Se não permitimos que nossas crianças “sofram” como podemos esperar que venham a se virar sozinhas no mundo.

A desilusão da perda pode ajudá-los a distinguir entre certo e errado, fantasia e realidade. Não devemos ensina-los que lágrimas e gritos podem mudar os fatos. Mas que existem limites e regras a serem respeitados.

Então, no caso do garotinho que mencionei no início, penso eu, que os pais e a professora perderam uma importante brecha para ensinar algo. Os pais porque acharam mais fácil evitar uma cena com mentiras.

E a professora porque não queria perder clientes.

Todos perdemos algo todos os dias. Ensinar nossos filhos a tirar o melhor proveito dessas perdas é a grande dificuldade. Afinal, quantas vezes eu mesma não senti vontade de sentar no chão e chorar. Mas a regra é clara: lágrimas não mudam realidades.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo