Li recentemente uma reportagem sobre um grupo de pais que processou a Escola de seus filhos por incluir no currículo Educação sexual. Felizmente o grupo não representava nem 1% das famílias da escola.

Mas, então, o que os indignados pais imaginam ser educação sexual na escola? A diretora contratar uma prostituta para ensinar os fatos da vida? A professora de biologia convidando seus inocentes alunos a assistir o mais recente filme erótico da internet?

Imagino que não.

A informação gera conhecimento e capacidade de fazer escolhas mais maduras a respeito da própria sexualidade. Estar seguro de si mesmo e embasado provavelmente ajudará estes jovens a resistir a pressão daquele grupinho de amigos experientes.

Estudos realizados em outros países demonstram que adolescentes que receberam educação sexual nas escolas costumam ter suas primeiras experiências mais tardiamente, consequentemente diminuindo os índices de gravidez na adolescência.

Então, podemos deixar tudo por conta da escola? Não. O primeiro contato de um jovem com esse tipo de informação deve vir sempre da família, por mais difícil que seja para os pais abordar o assunto.

A escola deve funcionar como complemento, esclarecendo fatores biológicos, contraceptivos, as consequências de um aborto ou de se adquirir uma doença sexualmente transmissível. A escola não pode ditar regras de sexualidade.

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Mas pode ajudar o jovem a conhecer limites e o respeito para com o próprio corpo. A instituição de ensino pode criar para este jovem um campo de discussão neutro, já que ensinamentos recebidos no ambiente familiar vem muitas vezes recheados de tabus e traumas por uma inadequação da família em lidar com o assunto.

Não podemos ignorar o fato que nossos filhos estão muito mais expostos hoje a uma sexualização precoce do que gerações passadas.

Se não formos nós, juntamente com os professores, a corrigir estas distorções, então quem o fará?

É preciso que exista o diálogo entre família e instituição de ensino a respeito do que será ensinado e como será ensinado, para que os caminhos sejam complementares. Ignorar o assunto ou deixá-lo apenas a cargo dos pais, sejamos honestos, não tem dado resultados positivos.

O Brasil tem a sétima maior taxa de gravidez adolescente na América do Sul, e os casos de Aids entre jovens voltarão a subir.

É o que acontece quando autorizamos que nossos filhos sejam educados pela internet, ou por outros “amigos”.

Podemos reverter isso permitindo às nossas crianças o acesso a informações corretas e de qualidade, que possam ser acompanhadas de perto por nós pais. E o melhor lugar para isso ainda é a escola.

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