Esta quinta-feira (17) foi o Dia Mundial da Luta contra a LGBTfobia, em comemoração a decisão da OMS (Organização Mundial de Saúde) de tirar do catálogo de doenças a homossexualidade, isso em 17 de maio de 1990. Algumas emissoras falaram sobre o assunto e lançaram hashtags.

Só que uma delas gerou uma confusão nas redes sociais: a #MinhaÚltimaMúsica, lançada pela rádio Jovem Pan. A intenção seria essa: os ouvintes da emissora contariam que música seria sua trilha sonora caso sejam vítimas de ataques LGBTfóbicos!

Em bom português: qual seria sua última música antes de morrer!

A repercussão, como poderia se esperar, foi a pior possível. Seja nas redes sociais, seja nas transmissões dos programas Morning Show e Pânico pelo YouTube, choveram críticas à campanha. Uma das alegações mais citadas é que a campanha favorecia a LGBTfobia e não a combatia!

JP ainda não se retratou

As pautas dos programas, principalmente do Pânico, eram excelentes, com ativistas e representantes da causa LGBT mas a tag que ficava no alto do vídeo se destacava mais que as entrevistas.

O Pânico recebeu os youtubers Pedro HMC, do Põe na Roda; Fernanda Soares, do Canal das Bee; e Lorelay Fox, drag queen. O Morning Show recebeu os apresentadores do programa Estação Plural, da TV Brasil, Fefito e Candy Mel, que já foram alvos de ataques homofóbicos.

Como reza a cartilha do bom jornalismo, ficamos esperando alguma retratação da emissora pela equivocada ação de marketing, digna de ter sido feita por um estagiário do Pânico. Mas, até o fechamento deste artigo, nada foi feito. Pelo jeito, nada será, não vão assumir o close errado de jeito nenhum!

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LGBT

Os dados da LGBTfobia no Brasil

Segundo o último levantamento realizado pelo GGB (Grupo Gay da Bahia), 445 LGBTs perderam a vida por motivação LGBTfóbica em 2017. É um LGBT morto a cada 19 horas no Brasil.

Esses números representam um aumento de 30% em relação a 2016, quando 343 casos foram registrados. Dos 445 mortos, 194 eram gays, 191 trans, 43 lésbicas e cinco bissexuais,

Quem foi o "gênio"?

A principal pergunta que precisa ser feita é: quais foram os “gênios" que tiveram e aprovaram essa brilhante ideia de campanha num dia tão significativo como esse?

Tenho quase certeza de que não foram LGBTs.

Uma empresa do tamanho da Jovem Pan não deveria passar por um constrangimento desse. Por mais que a intenção da campanha seja boa (de boa intenção, o Inferno tá cheio), alguém da emissora deveria ter falado pra consertar esse erro.

Se você quer saber como acabar com a reputação de uma empresa, consulte o Departamento de Marketing da rádio Jovem Pan.

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