Uma tragédia pra lá de anunciada. Essa madrugada um edifício na Avenida Rio Branco próximo ao largo do Paissandu, no centro de São Paulo veio abaixo. A causa mais provável teria sido um incêndio no sistema elétrico do edifício. O prédio, que já foi sede da policia federal era ocupado por cerca de 150 famílias integrantes dos movimento por moradia e algumas estavam no local a cerca de 5 anos.O imóvel pertencia a União. O presidente Michel Temer chegou a visitar o local, mas foi hostilizado e deixou o local rapidamente.

Jogo de Empurra

Como já era esperado, a irresponsabilidade do poder público, (em todas as esferas) já começou. Segundo as últimas informações, o imóvel estava sendo negociado para que fosse entregue à prefeitura da cidade de São Paulo, reformado e provavelmente usado para ser sede de algum órgão público. Uma pessoa ainda continua desaparecida. já outras fontes informam que a causa teria sido uma explosão em um botijão de gás a causa do fogo que causou o desabamento.

Os bombeiros já haviam condenado o prédio, mas por falta de opção os ocupantes decidiram permanecer no local. Algumas foram para a casa de parentes após o fato. Outras ocupam o largo do Paissandu em torno da igreja do Rosário no mesmo local. Até o momento a prefeitura trabalha no cadastramento das famílias.

Exploração da miséria por quem deveria amenizá-la

Além da falta de manutenção e apoio do poder público em relação a esse fato que iria acontecer a qualquer momento, outro fator que deve ser investigado é a provável "pagamento de taxa" cobrada por integrantes de movimentos sociais sob essas famílias.

Ricardo Luciano, coordenador do Movimento Luta por Moradia Digna (LMD) estaria por trás da cobrança dessas taxas que chegariam em torno de 80 a 200 reais. Esse dinheiro, era cobrado para ter o direito de ocupar o imóvel e à (pasmem), "manutenção" cidade do mesmo.

Infelizmente, agora haverá um grande movimento de caça a prédios condenados em São Paulo. Ou talvez, por ser tratar de um local já condenado, e por se tratar de famílias carentes, o próximos passos não serão decisivos no que diz respeito a Segurança das edificações da cidade.

Mais uma vez a omissão das autoridades e a falta de manutenção crônica em relação aos cuidados com o bem público mostrou sua cara. Até quando nossa falta de gestão para com o povo, independente de opinião politica causará danos como o de hoje? O edifício foi tombado pelo patrimônio histórico da cidade em 1982. De lá pra cá, ele só se degradou junto com o centro de São Paulo. Vale ressaltar que até o momento ninguém ligado aos movimentos sindicais que estão comemorando o Primeiro de Maio foi ao local prestar solidariedade as famílias.

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