O período da inquisição da igreja católica, também conhecido como Santo Ofício, durou cerca de dois séculos em toda a Europa. Surgido no ano de 1261 com o Papa Gregório IX, preocupado com a propagação de seitas religiosas, teve como principal objetivo investigar tais seitas.

A partir de então deu-se início a um verdadeiro banho de sangue, principalmente na Espanha e em Portugal, haja vista a igreja católica, em defesa de Deus, perseguir todos que professassem práticas religiosas diferentes das pregadas pela igreja Mãe, qual seja, o Cristianismo.

Os religiosos investigavam, julgavam, condenavam, executavam e ainda rezavam pela alma do pecador. As penas de morte eram as mais cruéis possíveis, mas a fogueira foi o meio para utilizado naquilo que ficou conhecido como caça às bruxas.

A igreja é caracterizada pelo seu conservadorismo e exatamente por não aceitar o diferente, tornou-se uma instituição acusadora e esse traço vence a barreira do tempo.

O discurso de ódio proferido por políticos extremistas que defendem a religião, a família e a nação

Talvez a maior expressão do extremismo usurpador do Cristianismo tenha sido Adolf Hitler, que chegou ao posto mais alto da Alemanha com um discurso em defesa da religião, da família e da nação alemã, o final da história todos conhecemos, em que pese não ser o único que se valeu desse discurso para ganhar a confiança da sociedade.

O Brasil também produz o modelo Cristão que, em nome de Deus, da família e da nação, acusa, ameaça e ofende uma minoria ou um grupo de pessoas que não comungam da mesma ideia, ou ainda são tidas como minorias ou inferiores.

O deputado e presidenciável Jair Bolsonaro é seu representante mais feroz.

O político é defensor da velha máxima de que "bandido bom é bandido morto". O militar da reserva também é defensor da ditadura militar que vigorou no Brasil entre os anos de 1964 e 1985.

Dentre suas declarações mais polêmicas está a afirmação de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso "deveria ter sido fuzilado durante o período ditatorial brasileiro", também declarou que a ex-presidente Dilma Rousseff é "assassina e assaltante de banco", além da discussão com a deputada Maria de Rosário em plenário, quando disse que que "não a estupraria porque ela era muito feia".

Bolsonaro, pai de 5 filhos declarou que a quinta filha foi um fraquejo, haja vista os 4 primeiros serem "machos".

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Entretanto esse discurso de ódio, principalmente contra as minorias, ganha legitimidade, pois é alicerçada em nome de Deus, assim como se deu com a inquisição da igreja católica.

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