O minimalismo como expressão da arte pode ser entendido como uma série de movimentos ocorridos em diversos momentos do século XX que permeavam em áreas como as artes visuais, design, tecnologia, música, filmes etc. Esse movimento apregoava a menor complexidade nas atividades, a menor quantidade de palavras nas poesias, a menor duração e complexidades dos acordes das músicas. Enfim, a elaboração da obra de arte com a utilização do mínimo de recursos.

Mas o minimalismo [VIDEO] tem ganhado uma outra vertente no último anos, como estilo ou filosofia de vida. O mundo é cada vez mais complexo e rico em opções de consumo, com novidades tecnológicas, luxos e utilidades que são sempre apresentados como sendo indispensáveis a uma vida feliz e realizada.

Para muitas pessoas, é quase impensável não sonhar com tudo o que o dinheiro pode proporcionar, a ponto disso se tornar o único ou o principal objetivo de suas vidas.

Sem falar que a imagem de sucesso e felicidade que a sociedade está acostumada a admirar está diretamente associada ao desfrute e a demonstração de riqueza, seja no padrão de casas ou carros, ou no estilo de consumo ostentado diariamente.

Contrariando essa visão de vida, cresce o número de pessoas que defende um verdadeiro desapego das coisas materiais, sustentando que para ser feliz é necessário dar menos valor a coisas e valorizar mais as pessoas, aprendendo a desfrutar mais intensamente do tempo e do lugar em que se encontra, ao lado de quem se ama.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Curiosidades Tendências

Trata-se de uma escolha livre e consciente feita por aqueles que desejam se libertar das pressões e cobranças impostas pelo consumismo, pela necessidade incessante de acumular coisas e ostentá-las como forma de demonstrar realização e felicidade a terceiros.

Na verdade, o minimalismo não possui uma regra específica, como, por exemplo, eliminar o consumo de sua vida. O que se prega é uma maior consciência, de forma que seja sempre questionada a real necessidade de determinado bem ou objeto material em sua vida.

Constitui a adoção de uma verdadeira simplicidade no consumir, no se vestir, no se alimentar e no possuir qualquer coisa. O que se busca é reduzir as posses àquilo que realmente traga valor a sua vida, eliminando-se o excesso que, ao contrário de trazer benefício, gera uma grande quantidade de energia para ser adquirido ou mantido, desviando a atenção do que é essencial.

As vantagens desse estilo de vida apontada pelos seus adeptos parecem ser muitas: a redução dos gastos com coisas desnecessárias, que perdem logo sua utilidade e acabam ocupando espaço; a maior economia de dinheiro advinda da prática de consumir somente aquilo que se considera realmente necessário, possibilitando ao adepto fazer o que realmente gosta; a maior liberdade para viajar ou mesmo se mudar ou assumir outros projetos na vida, uma vez que os minimalistas normalmente não estão presos a uma vida cheia de patrimônios e objetos para administrar; a possibilidade de viver de forma mais intensa a vida, concentrando-se mais no que é essencial em vez de em coisas supérfluas etc.

Em resumo, pode-se dizer que, para essa filosofia de vida, menos é mais. Menos coisas, menos necessidade de controle, menos preocupações, menos frustrações. Mais economia de dinheiro, mais tempo, mais liberdade, mais relações duradouras, mais crescimento espiritual, enfim, mais felicidade.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo