Há algum tempo que não aparecem grandes novidades no futebol. Existem poucas variações nos sistemas de jogo e o que acaba decidindo as disputas são as individualidades, os craques. E por essa razão muitas equipes e seleções ficam dependentes de suas estrelas. Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e mais recentemente Salah são os melhores exemplos disso.

No ano de 2008, Pep Guardiola iniciou seu trabalho de treinador à frente do Barcelona e implantou sua filosofia de jogo.

Ganhou tudo e mais um pouco. E na Copa do Mundo de 2010, a Espanha, com a base do Barça, conquistou sua primeira Copa.

Após 4 anos vitoriosos na equipe que o revelou, Guardiola foi para o Bayern de Munique.

Teve um trabalho um pouco menos vitorioso que o anterior, mas ainda assim fantástico. Sua filosofia e seu estilo foram importantes nos 7 títulos que ganhou em 3 anos. E com a base de seu time a seleção da Alemanha conquistou a Copa de 2014.

Desde 2016 o vitorioso treinador assumiu um novo desafio, dessa vez na Premier League, a liga mais rica do mundo e tida por muitos como a mais difícil. E o resultado demorou um pouco mais a aparecer. Somente em 2018 o Manchester City conquistou um título, mas ganhou de forma arrasadora e quebrando vários recordes, entre eles: maior número de pontos, de gols e de vitórias.

Nesta próxima Copa do Mundo quem poderá usufruir desse ”efeito Guardiola”?

Acho que ninguém.

Neste último trabalho, sua equipe não será base de nenhuma seleção. São jogadores de diversas nacionalidades: ingleses, brasileiros, belgas, franceses, alemães, portugueses, entre outros.

Esse “efeito Guardiola” fez bastante diferença nas duas últimas Copas, e na Rússia o que substituirá?

O que poderá ser decisivo para a conquista do título?

Essa Copa pode ser decidida por quem errar menos. Muito semelhante a de 94.

Quem conseguir ter uma defesa sólida, um meio de campo compacto e tomar poucos gols, pode chegar longe. Uma seleção com um ou dois atacantes que decidam os jogos fará toda a diferença. Um 1x0 pode virar goleada. Quem se lembra de Brasil x USA nas oitavas, ou Brasil x Suécia na semi? E a única final 0X0 no tempo normal e na prorrogação da história?

Alemanha e Brasil são as equipes mais equilibradas e por este motivo as coloco como favoritas.

Espanha, França, Argentina e Bélgica vem num segundo escalão. Podem chegar longe, mas ainda lhes falta equilíbrio e no momento do enfrentamento direto essas últimas terão dificuldades.

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