Neymar é um grande jogador, não há dúvida disso, mas a seleção brasileira não precisa de heróis. Ele não carrega nas costas a responsabilidade por uma vitória, porque joga junto a um time de extraordinária habilidade, um time com Thiago Silva, Marcelo, Willian, Philippe Coutinho e Alisson entre outros tantos atletas de excelência.

O jogo contra a Suíça não apresentou o resultado que se esperava, mas serviu para provar que tradição no Futebol não decide jogo.

Com o crescimento do esporte, os jogadores, ou melhor, os bons jogadores, se espalham por todo o mundo. Hoje, o mundo joga futebol e é por isso que não se pode depender de um craque, de um jogador estrela, mesmo que esse jogador seja Neymar. Esse depósito de estima social excessiva sobre apenas um jogador deslegitima e desestimula o trabalho dos demais, afinal de contas, a vitória é depositada sobre o astro.

Futebol ainda é um esporte coletivo e somente com o reconhecimento desse fato é que se pode fazer justiça a todos os jogadores. O que seria do Brasil sem um goleiro sempre presente, sem a zaga resistente, sem um meio de campo ágil e claro, sem um ataque eficiente? Simplesmente seria uma seleção incapaz.

O jogo contra a Costa Rica começou lento, truncado, um time que parecia não dialogar, mas aos poucos se foi construindo um diálogo entre os jogadores, que pouco a pouco desvendavam o modus operandi do adversário e na medida em que os segredos se revelavam, o andar brasileiro se adiantava, começava a se escrever a história, a vitória se anunciava.

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No segundo tempo, a pressão começa de forma instantânea, o tempo passa e nada; os jogadores da Costa Rica se dedicam em deixar o cronômetro correr com a bola parada, Neymar passa um bom tempo deitado. O árbitro apita pênalti é anulado com o auxílio do árbitro de vídeo e o tempo volta a correr contra a seleção brasileira, até que Coutinho aparece em um lance em que a bola sobra, o atleta procura a jogada e marca: Brasil 1 – Costa Rica 0.

O jogo poderia acabar aí, mas o árbitro deixa correr para além do tempo da prorrogação, o torcedor, com o coração na mão, espera que o jogo acabe, mas não, ainda não, ainda tem mais, a estrela brilha e Neymar finalmente marca e Brasil vence. O ídolo fez sua parte, jogou bem, caiu bastante, mas o nome do jogo, quem definiu a partida, foi Coutinho; o melhor em campo em uma partida jogada no lado adversário, é dele o gol redentor e a satisfação e a gratidão da torcida e dos colegas é evidente, mas não nos enganemos, o resultado foi atingido pela participação coletiva do time.

Obrigado Coutinho, obrigado Neymar, obrigado Brasil.

Parabéns Brasil, grande vitória, em um jogo de muita emoção.

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