Neste domingo (8), foi julgado no TRF-4 um habeas corpus do ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pelo então, plantonista e desembargador, Rogério Fevreto. Fevreto, logo pela manhã, quando despachou uma liminar de soltura do ex-presidente Lula, mas, logo após essa decisão, o juiz federal Sérgio Moro disse no despacho para o desembargador e relator do Lava Jato, João Gibran Neto, que Fevreto não teria a “competência” de julgar o caso.

Gibran Neto determinou que Lula deveria continuar preso.

Fevreto insistiu que o habeas corpus de Lula era válido, e que ele deveria ser solto, o que gerou um impasse jurídico que o presidente do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da quarta região), Thompson Flores, deveria resolver. Então, Thompson Flores, determinou que o ex-presidente Lula, deveria ficar preso.

Segundo o site da BBC Brasil, isso seria uma tentativa de dar mais atenção ao ex-presidente, que andava esquecido, já que ele está preso.

Ainda, segundo o texto assinado pela jornalista Mariana Sanches, o PT (Partido dos Trabalhadores), sabia que Lula não seria solto, e que essa tentativa, no máximo, daria uma liberdade de 48 horas.

Se na parte jurídica não teve efeito nenhum e não foi uma vitória, na parte narrativa do partido teve um enorme ganho. Isso porque o PT pôde usar essa briga jurídica para mostrar que existe uma “perseguição” política ao ex-presidente, e uma tentativa de tirar ele da disputa eleitoral desse ano.

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Sergio Moro Lula

Isso se confirma com a declaração do deputado federal Wadin Damous (PT), que discorre que o caso tomou proporções políticas e revelou o que o partido vinha dizendo há bastante tempo: a parcialidade da operação Lava Jato.

O parlamentar petista faz essa comparação por causa do “imbróglio jurídico” que aconteceu no domingo (8), entre a decisão de Fevreto, na manhã, e a última decisão, que foi feita pelo presidente do TRF-4, Thompson Flores à tarde.

Segundo a jornalista Sanches, essa iniciativa parece ter muito mais um resultado político do que um ganho jurídico. Mas essa confusão jurídica pode colaborar com a tese do próprio partido, quanto ao processo de Lula ter uma certa excepcionalidade. Segundo um dos dirigentes do PT, isso mostra a “anarquia” que está enraizada dentro do Brasil.

Num resultado prático, o imbróglio permitiu que o PT conseguisse mobilizar a sua militância, e também conseguiu reviver a discussão sobre Lula, que vinha sendo esquecida.

Lula está preso há três meses, onde. nesse período, mandou cartas para seu partido, recebeu muitas visitas e, até mesmo, teceu comentários sobre a Copa do Mundo.

Nesse tempo, em nenhum momento, ele teve tanta atenção quanto nesse dia 8. No Twitter, no Trending Topics mundial, o nome de Lula teve a citação em um milhão de tweets por cerca de 8 horas seguidas. A militância à frente da Policia Federal na carceragem, depois desse domingo, voltou a aumentar.

Segundo o artigo da BBC, os dirigentes do partido reconhecem que, mesmo com a decisão de Fevreto, não vai resolver o problema principal do PT. Mesmo porque, hoje, a cúpula do partido sabe que a candidatura será repugnada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por causa da lei da ficha limpa. Mas essa decisão só vai acontecer em setembro.

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