Missão Impossível 6 chega na melhor hora possível aos cinemas. A série de espionagem internacional atinge as salas de exibição justamente quando o mundo parece cada vez mais divido, e quando as nações sequer falam a mesma língua internamente. Tal cenário projetado justifica a existência de tantas agências de espionagem nacional e internacional com agendas e interesses hora alinhados e logo no momento seguinte diametralmente opostos.

É justamente nesse momento que se encontra a agência IMF – Força Missão Impossível, que precisa juntar forças com a CIA – Central de Inteligência Americana, na busca por um terrorista internacional do mais alto perfil, desvinculado de qualquer nação, mostrando que o Cinema pode buscar outras fontes que não sejam os spin-offs (Confira aqui a resenha de Han Solo).

O roteiro, de forma razoavelmente inédita para a franquia, é uma continuação direta de Missão Impossível 5.

Tal decisão criativa se deve em parte à presença de J.J.Abramhs como produtor, visto que o experiente cineasta gosta de dar continuidade às histórias estabelecidas e assim engajar os fãs. Não que fosse necessário: um elenco estelar que conta com a adição de Henry “Superman” Cavill e seu já famoso bigode, Angela Basset e Wes Bentley, vindos diretamente de American Horror History, que se juntam ao sempre carismático Alec Baldwin, à bela Rebecca Ferguson, bem como os já velhos conhecidos dos fãs Ving Rhymes e Simon Pegg, este último sendo uma boia de segurança, um arrimo narrativo de valor incalculável.

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Cinema

Quase passa desapercebida a ausência de Jeremy Renner.

Isso para não falar de Tom Cruise, que talvez viva seu melhor Ethan Hunt de todos, em seus 22 anos no papel. Tudo que Ethan fez bem nos últimos 5 filmes, nesse ele faz melhor: até sua emblemática corrida com as mãos cortando o ar ganha tom de maratona nos telhados de uma metrópole, por longos minutos. Perseguições, tramas, reviravolta atrás de reviravolta, cenas feitas sem dublê (que terminaram com um pé quebrado e algumas escoriações em Cruise), tudo isso parece menor com o perfeito equilíbrio encontrado na narrativa para equalizar o homem Ethan com o agente Hunt, permitindo assim uma exploração dramática, cujo tom foi errado no terceiro filme, mas que aqui emoldura todo o enredo.

Geralmente, filmes com grandes protagonistas encontram seu auge justamente quando um antagonista tão bom quanto ele aparece. Todo Sherlock precisa do seu Moriarty. E quase que Rogue Nation encontrou. Quase. Essa conquista ficou para o Efeito Fallout, que resolveu a questão de modo incomum: pela pluralidade de antagonistas e protagonistas, Hunt achou seu maior desafio, em todos os sentidos. E por falar em sentidos, quase não se sentem as 2 horas e 30 minutos de projeção, que dispensam até trailer.

Seria muito, se o filme não valesse cada um desses minutos, tal qual Guerra Infinita (Confira a resenha de Guerra Infinita).

Seja por ar, por mar, por terra ou pelo mundo digital, Tom Cruise grava de vez seu Ethan Hunt na galeria dos grandes heróis do cinema, equilibrando o bem maior com os valores pessoais, em um mundo cada vez mais desprovido de heróis e vilões. Dificilmente uma franquia tão lucrativa não vá continuar, muito embora esse seria um memorável final para a saga da IMF e de Ethan Hunt, que fecha com chave de ouro todos os arcos narrativos do mais popular espião americano de todos os tempos, no inegavelmente melhor de seus 6 filmes.

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