Os princípios da democracia criados pelos ilustres pensadores, filósofos e povo comum da Grécia Antiga, os quais ensinam a respeitar e conviver com as diferenças ideológicas, políticas e culturais compondo uma sociedade no mínimo “equilibrada” e respeitosa, foram seriamente chamuscados no último sábado no Brasil.

Ao menos é isso o que dizem muitos observadores e críticos diante da efervescência caótica na política e economia nacionais ao longo dos anos, no que diz respeito especificamente ao grupo da rede social do Facebook, cujo título é “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro”.

O grupo que os hackers atacaram

Tal grupo em poucos dias conseguiu conquistar mais de 2 milhões de membros, se tornando um verdadeiro fenômeno na internet e redes sociais; porém, desde a última sexta-feira (14) e principalmente no sábado (15), o “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” foi atacado na surdina por hackers, quebrando outro princípio democrático, que é o da transparência em se expor ideias livremente.

Tanto é assim, que conforme algumas administradoras do grupo falaram à imprensa, os ataques sediciosos tiveram início na quinta-feira (13), ocasião em que o perfil de uma dessas mulheres teve a sua privacidade roubada e os dados pessoais dela expostos para todos sem o consentimento da mesma.

A pessoa em questão não foi a única a ser alvo do crime virtual, uma vez que os hackers ameaçaram outras moderadoras, ordenando que elas saíssem do grupo e estipulando data para que o mesmo fosse extinto de uma vez por todas.

Os xingamentos contra as integrantes do grupo, tal como a frase “esquerdistas de m*” registrada pelos hackers não paravam de ser enviadas, mas essas pessoas encobertas pelo anonimato se esqueceram de que conforme afirmado pelas próprias administradoras, o grupo em si tem um caráter plural direcionado à mulheres dos mais diferentes posicionamentos políticos.

O nome do grupo foi alterado para “Mulheres Com Bolsonaro” mais de uma vez, o que levou as responsáveis do grupo “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” a se pronunciarem afirmando que os facistas e seus apoiadores sempre ao longo da história tentaram silenciar os indivíduos que não se resignam as falas recheadas de ódio, preconceito e pavor do candidato presidencial Jair Bolsonaro.

Democracia vs. caos

Essas mesmas brasileiras e demais representantes do sexo feminino já deixaram claro que não revidaram aos ataques de terror odioso, uma vez que o ódio não faz parte do comportamento de nenhuma delas.

Por outro lado elas não serão amordaçadas por meio de tais práticas abusivas revelou uma delas, e responderão nas urnas se posicionando com veemência contra um discurso homofóbico, racista e misógino, finalizaram.

A comunidade virtual foi criada no dia 30 de julho, mas acabou se transformando em um verdadeiro fenômeno de alguns dias para cá. A descrição do grupo prega contra o avanço do machismo, misoginia e demais preconceitos manifestados na pessoa do candidato Bolsonaro junto com os seus eleitores, reforça a descrição do grupo no Facebook.

As moderadoras do grupo havia proibido enquetes com a intenção dos votos nas eleições presidenciais de 2018 e manifestações gratuitas de ódio, sendo reservado às mulheres cis ou trans.

Resumindo nas palavras de Ludimilla Teixeira, uma das criadoras do grupo, esse não tem por objetivo atacar o Bolsonaro; no entanto, é se focar contra o retrocesso e facismo por ele simbolizado, até mesmo por que Bolsonaro é tudo de mais nefasto que existe contra a Mulher, disse ela.

'Cenas dos próximos capítulos'

As cenas dos próximos capítulos são esperadas ansiosamente por todos os cidadãos de bem desse país e até do mundo no momento em que a página se encontra fora da rede.

Outra necessidade é que as ideias díspares sejam respeitadas, sem ideologia de sexo, de preferências sexuais, sem estereotipar se fulano ou beltrano é desse ou daquele partido, pois sem desigualdades sociais, feminicídios, sem esmagamento da economia e discursos de ira, todos ganharão, conforme bem demonstra milênios de história humana sobre a terra.

Não deixe de expressar também você a sua opinião no espaço reservado abaixo, falando quem será o maior vencedor e/ou perdedor diante de tamanha intolerância e divergências de opiniões reinantes no Brasil ultimamente.

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