Sempre se fala muito da recente crise de criatividade que assola os roteiristas de Hollywood, que não raro apelam aos heróis (Resenha de Guerra Infinita) ou mesmo às sequências de franquias bem sucedidas (Resenha de Missão Impossível 6), mas Hotel Transilvânia 3 surpreende mantendo o alto nível das produções anteriores, combinando bom humor de alto nível com um inteligência e contexto sem precisar se valer do recurso de camadas, da Pixar.

Hotel Transilvânia mantém humor de qualidade

Em Hotel Transilvânia 3, a família híbrida de monstros de humanos se encontra bem ajustada morando e cuidando da administração do local, mas a vida corrida faz com que eles tenham a ideia de tirar férias em família, levando a turma toda de amigos para um cruzeiro monstruoso cujo destino final é o continente perdido de Atlântida. Paralelamente a isso, os amigos ficam tentando arrumar alguém para o Drácula, que demonstra sinais de solidão e a vontade de conhecer alguém especial.

Logicamente, arrumar uma namorada para o "Papa Drac" já seria divertido o suficiente, mas o tinder dos monstros é impagável.

A animação fica melhor ainda quando as férias começam: As Linhas Aéreas Gremlins serve tanto como uma grande homenagem ao terror trash dos anos 80, como mais uma fonte de risadas que pode lembrar algumas companhias aéreas de verdade. E a viagem leva a turma monstruosa até o cruzeiro.

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Cinema

Trilha impecável

Toda a animação é marcada por uma trilha sonora de primeira linha. Também pudera, quem responde pela música é ninguém menos que o DJ Tiesto, nome de primeira linha das pistas de dança. Essa escalação, inclusive, é marca registrada da franquia: todos dubladores são atores famosos, e os avatares monstruosos não raramente trazem características físicas dos seus "atores": a cabeça ovalada do Adam Sandler pode ser vista no Drac, as Orelhas pontudas de Mel Brooks em Vlad, a voz irritante e o cabelo volumoso de Fran Drescher, a cara cansada de Steve Buscemi e por aí vai.

Assim, uma diversão a mais para os adultos acaba sendo adivinhar quem é quem nesse quebra-cabeça monstruoso.

Atrás disso tudo, fica uma mensagem de harmonia e aceitação, independente da origem, aqui sendo a divisão clara entre monstros e humanos, mas com uma mensagem nada discreta de aceitação das diferentes raças de cada um. Responsável pela narrativa e direção, Genndy Tartakovsky, o russo-americano por trás da primeira série da Guerra dos Clones, mostra que sua origem diferente tem muito a acrescentar em termos de criatividade e narrativa, mostrando que a hotelaria monstruosa ainda pode gerar boas risadas e histórias por um bom tempo.

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