O filme "O Predador", dirigido por Shane Black (Responsável por "Homem de Ferro 3"), prometia ser o retorno triunfal do alienígena caçador às telonas. O clima de terror do filme original estrelado por Arnold Schwarzenegger sendo trazido de volta com maestria, ou pelo menos foi o que alguns pensaram. Infelizmente, não foi o que aconteceu. O roteiro de Shane Black e de Fred Dekker além de possuir vários problemas, acaba deixando o clima de terror apenas nos minutos iniciais, com apenas uma boa cena de suspense.

Personagens mal aproveitados e história confusa

O elenco tem bons nomes como Boyd Holbrook (Narcos/Logan), Olivia Munn (X-Men: Apocalypse), Sterling K. Brown (This is Us/Pantera Negra) e Jacob Tremblay (O Quarto de Jack) que tem um certo destaque, especialmente os personagens de Holbrook e Tremblay, que seriam os "protagonistas" do filme. Porém, em função de tentarem criar uma trama ao redor da criatura de outro planeta, apenas estes personagens ganham um pouco de destaque.

Todos os outros, que são apresentados em uma única cena e tentam dar profundidade de forma rápida e mal explicada, acabam sofrendo na mão do roteiro e perdem a oportunidade de gerar qualquer empatia do público.

Muito pelo contrário, não conseguimos ter empatia alguma, mesmo sabendo o risco que estes personagens correm e mesmo com o humor descarado que é jogado para os mesmos, que não funciona em um filme que supostamente devia ser de uma criatura fervorosa assassinando pessoas à sangue frio.

A trama central é focada em um Predador "fugitivo", que vem a terra com uma suposta "salvação para a Humanidade" contra a raça dos predadores. A tecnologia do fugitivo é roubada pelo personagem de Holbrook e cai, de forma mais genérica possível, nas mãos do personagem de Jacob Tremblay que, para tentar dar um pouco de diferencial para o personagem, possui um certo diferencial em relação aos outros personagens e que, sabe-se lá como ou por que, consegue entender a tecnologia alienígena.

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Cinema

O filme é repleto de explicações sem sentido para com as consequências do que está acontecendo em tela. "Ah, por que 'tal personagem' faz isso, sendo que agora há pouco disseram que ele queria 'tal coisa'?" foi uma das perguntas que me fiz no decorrer dos longos 101 minutos de duração do longa, sim, 101 minutos pareceram muito.

A ação peca por ser deixada para o final

Algo que o Predador original soube retratar super bem foi as habilidades do extraterrestre, a sua capacidade de rastrear e caçar suas vítimas de forma assustadora e que nos deixava com calafrios simplesmente por "vermos" através de seus olhos com o infravermelho.

Neste filme há de certa forma uma tentativa de trazer isso de volta, mas é deixado para o último ato, após longos 40 minutos de explicações e de momentos confusos como "um cachorro ET" ou "um garoto entender tecnologia alienígena por possuir certas diferenças".

Além da ação se tornar apressada, graças a falta de empatia já citada, não há em nenhum momento qualquer sensação de perigo, ou de preocupação vinda do público, tudo o que vemos é um monstro gigante matando pessoas que ninguém se importa. Posso muito bem usar uma frase do próprio filme: "Ninguém vai se lembrar deles, só nós".

Em resumo, "O Predador" é uma tentativa falha de reviver uma franquia que vive até hoje do sucesso do seu filme original e que, dificilmente, conseguirá ser retratada com tanta maestria como fora em 1987. E não devo falar sobre o final deste filme, por que é legítima uma vergonha.

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