De tão importantes, as habilidades de ler e escrever demarcaram a passagem da humanidade para o período das grandes civilizações. Desde então, não apenas as leis, os registros de fatos e os códigos de conduta ganharam espaço em nossa vida. A necessidade de ouvir e narrar histórias que nos acompanham desde sempre também começaram a ser registradas. Após a invenção da imprensa, no século XV, o livro, tornado cada vez mais acessível, tornou-se o substituto mais à mão do contador de histórias em volta da fogueira.

Nos últimos 80 anos, a tecnologia avançou em velocidade e intensidade jamais vistas. Vieram a TV, o microchip, o computador, a internet. Mas por que não abandonamos a leitura de um bom romance, por exemplo? Por que ler é melhor do que não ler? Aqui estão 4 razões.

A experiência humana e o senso do real

Ler nos põe em contato com toda a gama de experiências vivenciadas pela humanidade desde o seu surgimento.

Não precisamos trair. Basta que leiamos, por exemplo, Madame Bovary, do escritor francês Gustav Flaubert, para que o drama do adultério nos apareça com absoluta clareza. Não precisamos matar. Podemos ler Crime e Castigo, do russo F. Dostoievsky, e vivenciar toda a crueza de um assassinato e todas as suas consequências. Numa era em que a imagem e sua virtualidade povoam boa parte do nosso cotidiano, ler ainda é a melhor solução para que não percamos um dos principais componentes da vida: o senso de pertencimento à realidade.

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Literatura

O contato com todo o tipo de atitude de que o homem é capaz, através das linhas e entrelinhas de uma história bem escrita, nos relembra a complexidade da vida e, por tanto, nos torna mais humanos.

Desenvolvimento da imaginação

Da escrita de um poema à construção de uma catedral, qualquer projeto passa, antes, pela seção de nossa mente responsável pela criação de imagens. Ninguém jamais tirará o mérito e o lugar do cinema em nossas vidas.

Há verdadeiras obras-primas produzidas pela sétima arte. Mas o fato é que ao lapidar sua matéria-prima --a imagem, justamente-- o cinema não tem como permitir que tenhamos uma participação ativa na elaboração de um conjunto imagético. Portanto, vale a pena ler o grande livro que deu origem àquele grande filme.

Melhoria da atividade mental e linguística

Perda de memória, déficit de atenção, mal de Alzheimer.

Essas e tantas outras moléstias que podem afetar a mente encontram na leitura um vigoroso antídoto. Inúmeras pesquisas de nossa época vêm comprovando o que vimos descobrindo de modo intuitivo ao longo dos milênios: ler nos deixa mais atentos e mais articulados. Isso porque essa atividade tem lugar na região do cérebro responsável pelo desenvolvimento da memória e da linguagem.

Ampliação do vocabulário

Não é preciso fazer nenhum esforço para reconhecer a presença de um leitor assíduo onde quer que ele esteja, seja num ambiente real ou virtual.

O bom uso e a quantidade de palavras de seu repertório tornam ricas e agradáveis sua fala e/ou sua escrita. Num mundo de informações tão truncadas, saber dizer a fascinante complexidade da vida (ou "a eterna novidade do mundo", no dizer de Alberto Caeiro, heterônimo do poeta português Fernando Pessoa) é algo mais do que urgente. Se a principal maneira de atingir essa conquista é através do contato frequente com um objeto tão corriqueiro quanto um livro ou uma revista, por que não começar hoje?

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