Acredito que todo brasileiro que realmente se importa com o futuro do país nestas Eleições de 2018, está ao menos preocupado com os possíveis cenários que nos aguardam. Não importa se você defende Jair Bolsonaro (PSL) e é anti-petista ou defende Fernando Haddad (PT) e é anti-fascista, este cenário de crenças ideológicas e conflitos sociais foi completamente arquitetado para a divisão da sociedade brasileira que deseja a mesma coisa: um país com oportunidades para todos, o fim da violência, um sistema político que realmente priorize o bem-estar e a dignidade de cada cidadão e, claro, o fim da corrupção.

Mas essa batalha dividiu o Brasil em duas verdades absolutas e uma cortina de fumaça foi lançada para o povo não perceber que isso é tudo parte de um jogo ainda maior, no qual o povo é apenas uma engrenagem pequena, porém essencial.

Criou-se duas crenças políticas impermeáveis e, infelizmente, essas supostas verdades absolutas são manipuladas e carregadas de ódio de ambas as partes para que a população se divida em duas frentes e esqueça que o real inimigo são aqueles que vivem longe dos problemas sociais, como, por exemplo, a insegurança e a miséria.

Esse evento que está acontecendo no Brasil é denominado Polarização Política, que nada mais é que uma estratégia política que vem sendo muito utilizada, inclusive, recentemente por Donald Trump, nos Estados Unidos.

Eleições 2018 nas redes sociais

A polarização política no país atingiu um estágio onde não existe meio termo, por mais que você concorde com algumas propostas de um partido e outras propostas do outro partido.

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No segundo turno, a dificuldade de troca de ideias reflexivas é ainda menor e acaba fazendo com que o eleitor se sinta obrigado a defender uma bandeira sem que concordo totalmente com ela.

Estereótipos são impostos e isso não abre espaço para reflexão, para rever crenças, critérios, mas somente para se autodefender. A Esquerda e a Direta no Brasil tornaram-se inimigas quase mortais, uma verdadeira guerra política.

Já houve atentado de um extremista de esquerda contra Jair Bolsonaro, o mesmo que sempre disseminou palavras ofensivas a certos grupos sociais e fez declarações bastante polêmicas que desencadearam certos eventos fatídicos.

Já houve agressão física contra um militante a favor de Jair Bolsonaro que estava em um movimento de esquerda chamado Lula Livre. Atos repugnáveis, que serviram como combustível para distanciar ainda mais os brasileiros.

Nos conflitos das Eleições de 2018, as redes sociais estão representando um papel muito importante, que foi ocasionado principalmente pela rápida circulação de informação e influência, além de abrir espaço para debates.

Não que eventos parecidos não ocorressem no passado, mas os novos meios de comunicação de massas transformaram-se em verdadeiras arenas de gladiadores desarmados lutando até a morte para impor o ponto de vista do seu candidato.

Nesta batalha, não importa se você está certo ou errado, o que importa é você apontar os erros do outro e legitimar suas crenças.

Por outro lado, como se as brigas, comentários ofensivos e troca de xingamentos nas redes sociais não fossem o suficiente - o campo de batalha onde as agressões não passam de agressões verbais e/ou o rompimento de uma amizade de longa data - , o problema é quando as pessoas começam a levar essa batalha para o dia a dia, onde fatalidades reais acontecem e com uma frequência cada vez maior podemos ver nos noticiários tais acontecimentos.

As eleições ganharam forma e força nas redes sociais, transformando-a em verdadeiros campos de batalha que alimentam a revolta das pessoas e ao mesmo tempo uma máquina muito útil de desinformação onde debates fundados na lógica e sensatez, são inviáveis devido às famosas fake news. Não importa se o seu argumento é válido e possui uma base factual, o importante é apontar os erros dos outros, aumentando assim a distância ideológica dos partidos, fazendo com que o eleitor se concentre em um falso inimigo.

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