É comum repararmos nas tendências dos mais variados setores, certa semelhança nas formas dos produtos, tais como cores e funções e até mesmo no que se diz respeito ao orgânico, como por exemplo, tendências em cortes de cabelo. [VIDEO]

A grande verdade, é que há anos estamos sendo estudados e observados, quanto aos nossos hábitos e comportamentos. Isso explica grande parte da banalização da forma, sendo o conceito de produtos infinitamente amplo. Não há dúvidas de que foram projetados para um usuário que outrora servirá de rato de laboratório para novas tendências.

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Afinal, o que é banalização da forma?

A banalização da forma se dá por meio de um fenômeno mercadológico que visa sempre a ampliação de suas vendas encima das últimas tendências que vêm apresentando bons resultados econômicos para empresa.

(Ex: Após a era dos "carros quadrados", vimos uma evolução no mercado do Design automobilístico. Todavia, inúmeras empresas replicaram modelos com formas e detalhes extremamente parecidos). Os famosos padrões.

Com os avanços da ergonomia e novas definições desses padrões, o universo do design ganhou novas formas de conversação para com o usuário. Os padrões caminham, a banalização obriga a criação de novas linhas, e os conceitos mudam ao tempo que nosso universo sensorial é remodelado e nossos sensores lapidados aos novos costumes. Este fenômeno pode ser explicado, em parte, pela popularização da tecnologia e as novas formas de composição.

"Ao mesmo tempo em que a popularização das tecnologias digitais injetou, sem sombra de dúvida, uma grande dose de liberdade no exercício do design, pode-se argumentar que elas também trouxeram no seu bojo novos limites para a imaginação humana." (CARDOSO, 2008)

Nossas preferências e cultura se tornam matérias de manobras mercadológicas, nossos sensores perdem em identidade.

O bom design deve sempre se ater ao contexto em que o produto será inserido, tal como os hábitos daquela sociedade, seus valores, suas crenças, sua economia etc.

Aqui está um dos maiores desafios para um bom design: como unir isto? Utilizando dos pilares para execução de um produto que gere raízes afetivas reais, não apenas uma pavimentação estética para o segmento de uma alguma tendência.

São elas: a análise da função do produto (para quê servirá?) a análise da estética (meu público é dotado de capacidade cognitiva que absorva o que propõe minha composição?), e o signo (o que representará meu produto? "O que representam os iPhones para os designers?").

No entanto, o bom design pode se dar por meio de invenções [VIDEO]divertidas, sem que haja robotização do consumidor, nem mesmo uma pesquisa vasta de mercado. Somente por uma análise cultural de um determinado grupo, e compor assim, objetos de utilidade social, satisfazendo os desejos, necessidades e expectativas do usuário de maneira simples.

A absorção de um produto, logo se dá pelo repertório cultural do indivíduo, fazendo com que a função seja atribuída pelo usuário, em inúmeros casos. Isto é; quem nunca possuiu uma poltrona que na maioria das vezes serviu como cabide, ou segurador de objetos? O valor está nas pessoas, não nas coisas. O bom design ajuda a compor esta cosmovisão humanitária, não só visando uma manipulação em massa.