A era de ouro das Novelas acabou e isso faz muito tempo. Os tempos mágicos da década de 80 foram únicos e inesquecíveis. Sorte de quem pôde viver essa época. A fase boa de novelas foi até o ano de 2005, depois disso tivemos apenas alguns sucessos de audiência e crítica como: A Cor do Pecado, Avenida Brasil e Cheias de Charme.

O público moderno está optando por séries ou formatos mais compactos. Definitivamente, Netflix e os serviços de streaming vieram para ficar.

Além disso, no mundo pós internet e com o advento do Youtube, as pessoas estão mais interessadas em escolher o que assistir e na hora que puderem. O universo do Youtube é praticamente infinito em se tratando de conteúdo. O mundo está mudado, afinal, quem aguenta acompanhar uma novela durante seis sofridos meses?

Na novela Segundo Sol, vemos em Laureta uma Carminha número dois, só que mais aguada e com sotaque baiano.

A sempre ótima Renata Sorrah, com sua Dulce, nos remete a uma Nazaré que acabou de fugir do manicômio. João Emmanuel Carneiro, tido como a grande promessa da nova geração de autores, nos últimos tempos nos entrega tramas com gosto de comida requentada. Em relação às novelas das dezoito horas, nenhuma consegue ter o apelo popular e o sucesso de Alma Gêmea, aliás, nem Walcyr Carrasco consegue escrever tão bem como antes, parece cansado e enferrujado.

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Novelas Televisão

Os últimos destaques do horário ficam por conta de Cordel Encantado, Meu Pedacinho de Chão e Novo Mundo.

Sobre as novelas “das sete”, Uga Uga se encarregou de abrir alas para uma série de novelas ruins, entre elas: As filhas da mãe, Kubanacan, Começar de novo, Bang Bang, Tempos Modernos, Morde & Assopra, Geração Brasil, I love Paraisópolis, Deus Salve o Rei. Em 2004, houve o grande sucesso Da Cor do Pecado, uma novela superestimada, mas, mesmo assim, acima da média no quesito criatividade.

Recursos batidos e manjados usados à exaustão

Em grande parte das novelas temos que assistir o desgastado “quem matou?”, ou o personagem dado como morto e volta do mundo dos decrépitos, fulana(o) descobre que é filha de sicrana(o), o sequestro na fase final, todo mundo abrindo a porta para qualquer um, aliás, os porteiros mal existem nas novelas, noivas fugindo do altar (sendo que no mundo real as mulheres andam desesperadas pra casar), exames falsos de DNA, entre outros repetecos.

Quem quiser assistir a repetições, melhor optar pelas novelas mexicanas, ao menos são engraçadas de tão ruins. Sem falar dos títulos cafonas das novelas mais recentes: A Lei do Amor, A Força do Querer, Tempo de Amar, O Outro Lado do Paraíso. O público brasileiro, já acostumado às inovações das séries internacionais, está cada vez mais crítico e seletivo. As releituras das novelas estrangeiras do SBT, tais como: Carrossel, Chiquititas, Carinha de Anjo e Poliana mostram que é possível fazer diferente, mesmo com poucos recursos e atrair um público cativo e de nicho, como o das crianças e adolescentes.

Na reta final de Segundo Sol, revemos um amontoado de clichês e incoerências. O autor tentou fazer uma espécie de Avenida Brasil ensolarada, e nos entregou sua pior novela até então. Difícil acreditar que o autor de obras-primas como A Favorita e Avenida Brasil esteja se perdendo. A mocinha bobinha e ingênua não nos convence nem causa empatia. A trama de Beto Falcão foi mal desenvolvida. Somente as tramas paralelas conseguem salvar esse fiasco. Não vai deixar boas lembranças nem saudades. Não entrará no rol de novelas inesquecíveis e que marcaram época como: Selva de Pedra (1972/73), Escrava Isaura (1977), Dancing Days, (1978/79), Roque Santeiro (1985/86), Vale Tudo (1988/89), A Gata Comeu (1985), Mulheres de Areia (1993) A Viagem (1994), Tieta (1989) e a mais recente Avenida Brasi (2012).

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